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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

NOVOS E ALTOS VALORES

                           
A Liga de Futebol assinou um novo acordo de patrocínio por mais três temporadas com a atual parceira Sky Bet. O novo acordo, que vai dar um aumento nas receitas para os clubes das três ligas pertencentes a Football League, começará em agosto de 2016 e irá até pelo menos 2019.
Após a renegociação de direitos de transmissão recentemente anunciado pela Liga de Futebol , as suas três divisões continuam a utilizar os nomes de Sky Bet Championship, Sky Bet League One e Sky Bet League Two. Sky Bet também será a patrocinadora do título da Sky Bet Play-Offs. As mesmas já foram Coca-cola Championship, Npower Championship.
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O presidente-executivo da Football League Shaun Harvey disse: "No momento em que a Liga de Futebol está muito focada em seu futuro, que inclui o nosso iminente aumento de valores de cotas para a EFL, é um grande incentivo para ver Sky Bet fortalecendo o aumento contínuo em nossa concorrência e os nossos clubes."
"Esta é uma excelente maneira de terminar um ano excepcional da liga de futebol e, em nome dos clubes, eu gostaria de oferecer o meu apreço a Sky Bet por seu compromisso contínuo."
O chefe executivo da Sky Bet  Richard Flint disse: "Ao longo das últimas temporadas ficamos muito satisfeitos em trabalhar com a liga, os clubes e suas torcidas, e por isso estamos felizes de estender o patrocínio da Sky Bet".
A liga também revelou os novos logotipos divisionais EFL e cores com a Sky Bet logotipo Championship com um novo design de ouro, Sky Bet League One um design de prata e Sky Bet League Two um design vermelho. O logotipo para os Sky Bet Play-Offs vai combinar as três cores juntas.
Em um comunicado recente, os clubes da Liga de Futebol terão um aumento nos pagamentos de garantias feitos a clubes rebaixados para as divisões inferiores já para o início da temporada 2016/17. 

Os três clubes rebaixados da Sky Bet League one recebem atualmente 50% do equivalente ao pagamento da cota Basic para League one por uma temporada, mas a partir da próxima temporada em diante será pago: 
- 100% do equivalente de pagamento da cota básica feito para a liga one  dos clubes no primeiro ano após o rebaixamento. 
- 50% do equivalente de pagamento da cota básica feito para a liga one para os clubes no segundo ano após o rebaixamento (a menos que o clube consiga promoção de volta para a Liga de Futebol na primeira tentativa). 

O chefe executivo da Football League, Shaun Harvey disse: "Nas últimas temporadas, vimos um número de clubes sofrendo um trauma financeiro grave após o rebaixamento da Football League e, em alguns casos de falência. Como resultado, tornou-se cada vez mais claro que é necessário rever as disposições existentes e abordar a nossa abordagem na gestão da transição financeira para os clubes nessas circunstâncias." 

Os clubes também votaram a alteração dos regulamentos de pagamento de garantias existentes dentro do Football League, que vai terá partir: 

- Clubes rebaixados Sky Bet Championship receberão 11,1% do pagamento por uma temporada. 
- Clubes rebaixados da Sky Bet League one recebem 12,6% do pagamento do Prêmio básico para clubes da Liga one por uma temporada. 

Esta alteração irá garantir que os clubes recebam um aumento proporcional e mais amplo nas distribuições financeiras para os mesmos que se incorporam ao novo acordo de transmissão da Liga. Para fins ilustrativos, os valores seriam algo em torno de £ 230,000 (R$ 1.150.000) e £ 85.000 R$ 425.000), respectivamente, para a atual temporada (considerando que os clubes rebaixados na verdade, receberiam £ 120,000 e £ 50.000, respectivamente, nos termos dos regulamentos anteriores). 

terça-feira, 5 de maio de 2015

FAZENDO HISTÓRIA


Em 01 de maio de 2015 marca 50 anos da primeira aparição do Leeds United em uma final da FA Cup,nesse dia, em Wembley, provou ser histórico por mais de uma razão. Com a participação do meia esquerda do Leeds United  de 25 anos de idade, o  Sul Africano Albert Johanneson, que abriu novos caminhos no futebol com ele se tornndo o primeiro jogador negro a estar na tradicional final dessa competição. O resultado em si foi bem decepcionante, porém, mesmo com o Liverpool vencendo por 2 x 1 na prorrogação, não havia nenhuma grande supremacia naquela final.

O jogo parecia se caminhar para um 2ª jogo, mas a cabeçada fatal de Ian St. John garantiu o troféu que voltaria a Anfield . O envolvimento de Johanneson, apesar de não ter sido algo muito relevante, foi talvez o fator mais importante naquela tarde, em Wembley, e hoje ele é considerado um pioneiro, abrindo o caminho para inúmeros jogadores  negros viessem a ter sucesso no campeonato inglês.


Depois de ter sido trazido por um professor da escola que frenquentava em sua cidade natal de Joanesburgo, Albert impressionou os olheiros  do Leeds em seu teste para o time principal e logo se tornou o primeiro jogador negro a assinar um contrato com o mitico Don Revie em 1961. Ele foi um motor e muito regular na temporada de 1963/64 contribuindo com 13 gols no campeonato em que o clube ganhou o acesso da velha Segunda Divisão, com o seu ritmo explosivo e faro de gol fez dele um dos favoritos da torcida.


O ex-companheiro de equipe, Billy Bremner, artilheiro do Leeds em 1965, estava entre aqueles que falou muito bem dos atributos de Johanneson. "Eu gostaria de dizer que ele foi um excelente jogador. Ele era muito letal pelas alas e também era excelente defendendo", disse o lendário escocês. "Todos estavam sempre preocupados em ressaltar o fato de ele ser o primeiro jogador negro a fazer isso, ou o primeiro jogador negro a fazer isso. Eles esqueciam completamente fato de que ele era um jogador fantástico e merece reconhecimento como um ser humano e jogador de futebol profissional ".

Depois de nove anos em Elland Road e pouco menos de 200 jogos pelo clube na premiership, Albert partiu para York City, após uma sucessão de lesões e a ascensão do jovem Eddie Grey que limitou suas oportunidades na lateral,ele ficou mais dois anos no York antes de se aposentar em 1972. Sua história depois do futebol é triste,  Albert faleceu tragicamente com apenas 55 em 1995. 50 anos após esse dia em Wembley, todos no Leeds United lembram-se com carinho de Albert e são eternamente gratos pelo que ele fez, não só para o clube, mas para todo o esporte

Ficha do Jogo:



Liverpool :   
Tommy Lawrence

 Chris Lawler
Gerry Byrne
 Geoff Strong
Ron Yeats (c)
Willie Stevenson
Ian Callaghan
 Roger Hunt
 Ian St. John
Tommy Smith
Peter Thompson
Técnico:  Bill Shankly

Leeds:
Gary Sprake
 Paul Reaney
 Willie Bell
Billy Bremner
 Jack Charlton
 Norman Hunter
 Johnny Giles
 Jim Storrie
 Alan Peacock
 Bobby Collins (c)
 Albert Johanneson
Técnico:  Don Revie

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

POR UM FUTURO MAIS DÍGNO


Definitivamente essa temporada vai entrar pra história do United por dois aspectos; o primeiro é sem dúvida, que não temos mais a lenda escocesa, Ferguson, no banco depois de 27 anos, e a segunda é a não disputa de título por parte dos Red Devils em muitos anos. Nem sequer está entre os 4 melhores da Premier League. Hoje, o United é o 7° lugar. Desde de 1992, quando foi criada a Premier League, as piores colocações do Manchester foram nas temporadas, 2001, 2002 e 2004, um 3º lugar, o que significa, que David Moyes pode conduzir o United a uma campanha histórica no sentido negativo, não chegar entre os 4 e ficar fora da UCL.

Moyes, na minha opinião, não sabia o que é o tamanho do Manchester United e a cobrança que está por trás desse gigante europeu, descontando o fato de ser sua primeira temporada, ele não consegue dar uma identidade ao time. Acho ainda que ele começou fazendo errado, em apostar num elenco cansado e de idade elevada, fazendo o grande investimento em um jogador (na minha opinião) bem questionável em relação a valor, 27 milhões de libras (em torno de 100 milhões de reais). Investimento alto em apenas um jogador, com carências evidentes no elenco.



A campanha é bizarra, são 6 derrotas, 4 delas em casa e 2 fora, ou seja, em casa não é mais a fortaleza. 10 gols sofridos em casa. Conseguiu uma sequencia boa de vitórias, mas a duas últimas, especificamente diante do Hull e Norwich, muito mais na força da camisa do que futebol, a derrota diante do Tottenham expôs ainda mais a fragilidade defensiva e a falta de criatividade do meio campo.

Agora em janeiro, a janela de transferências estará aberta para corrigir alguns problemas. Se o United quiser disputar a próxima UCL, precisa reforçar o elenco urgentemente. José Mourinho lá de Londres já deu indícios que não contará com Juan Mata, há um choque entre o ótimo meia espanhol e o técnico português. Mata cairia como uma luva no United, será que o professor Moyes está ligado nesse embrolho, ou ele prefere trazer alguém da trupe do Everton. Se for pensar na forma de jogar do United, um 4-2-3-1, Mata e Rooney poderiam fazer essa função na linha de 3 com o aproveitamento de Januzaj, que pode ser uma boa alternativa por ser jovem e Van Persie, saudável, no comando do ataque.

Jogadores como Valencia, Kagawa, Nani e Ashley Young seriam ótimas moedas de troca. Para finalizar, o United precisa de um zagueiro, um meia, um lateral direito e um volante. 

Meu time ideal seria: De Gea; Van Der Wiel, Vidic e Hummels; Baines; Carrick e Verratti; Mata, Rooney e Januzaj e Van Persie.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

MAIS UMA SAÍDA "A INGLESA" DO PROFESSOR


Chegou ao fim a segunda aventura de André Villas-Boas na Premier League. O anúncio da rescisão contratual, de comum acordo, foi feito nesta segunda-feira pela direção do Tottenham, um dia depois de o clube ter sofrido a pior derrota em White Hart Lane nos últimos 16 anos.


“O clube pode anunciar que chegou a acordo com André Villas-Boas, a cerca de sua rescisão contratual. A decisão foi tomada em acordo e de interesse de ambas as partes”, site oficial dos Spurs.

Aos 36 anos, depois de ter sido um dos auxiliares de José Mourinho no Porto e na Inter, passando ainda pelo Chelsea, André Villas-Boas treinou o Acadêmica, Porto e Chelsea antes de sua chegada no Tottenham. Em Junho de 2011 tornou-se o treinador mais caro da história com a transferência do Porto para o Chelsea, nos incríveis 15 milhões de euros.

O estopim dessa saída foi a vexatória derrota sofrida no domingo, em casa, frente ao Liverpool, um sonoro 5 x 0. Um resultado que derrubou o clube para o sétimo lugar na tabela e que ganhou ainda mais peso se colocarmos na conta que é a segunda goleada nas últimas semanas, depois do 6 x 0 frente ao Manchester City.



A saída teria sido uma decisão tomada pela direção do Tottenham. Isto porque, no domingo, na ressaca da goleada sofrida, o técnico português afastou qualquer cenário de demissão.

“Não me demito, pois não sou de desistir de desafios. A única coisa que posso fazer é trabalhar duro com os jogadores e tentar voltar aos bons resultados”. “Tenho de me concentrar no trabalho, é a única coisa que posso fazer. A decisão não cabe a mim”, frisou. Horas depois, Villas-Boas via chegar ao fim a sua segunda aventura em Londres.

De acordo com a BBC, porém, e apesar do mau momento que a equipe atravessava, Villas-Boas era o treinador dos Spurs com maior porcentagem de vitórias na Premier League desde 1992, 53,7%. A infeliz sequência de resultados na Premier League foi sendo compensada na Liga Europa, prova na qual os londrinos conseguiram 100% de aproveitamento e venceram o grupo K.

O jornal britânico "The Telegraph" adianta esta terça-feira que Levy, presidente do clube londrino, começou a sondar se a equipe não poderia jogar com dois atacantes, o que foi interpretado por Villas-Boas como uma referência a Abebayor, um jogador que foi tirado pelo português por criar mau estar entre os jogadores.



O técnico ficou furioso, recordando os episódios em que Levy o traiu. Primeiro com a saída de Modric. Sem o meia croata, Villas Boas pediu a contratação de João Mourinho, o que foi um fracasso.
No verão seguinte, de novo perto do fechamento do mercado de transferências, Levy aceitou a milionária e inacreditável proposta de 115 milhões de euros do Real Madrid e vendeu Bale, contrariando o discurso do técnico e o projeto que pretendia fazer o clube subir de patamar na Premier League.

As goleadas diante de concorrentes diretos a vaga da UCL foi a gota de água nesse copo cheio, alem das péssimas apresentações em campo, o time não conseguia desenvolver um bom futebol, e nem pode reclamar de material humano. O clima não podia ficar pior. 

Sherwood, membro da comissão técnica será o técnico nessa quarta para o confronto diante do West Ham pela copa da liga.

De acordo com o "Daily Mail", os preferidos de Levy são Fabio Capello (Rússia), Gus Hiddink (sem clube) e Glenn Hoddle (sem clube), com Frank de Boer (Ajax) e Murat Yakin (Basileia) como segundas opções. E correndo por fora, Michael Laudrup (Swansea).

sábado, 19 de outubro de 2013

SONHAR NÃO CUSTA NADA


Parece que a igreja da santa maria que fica na zona portuária da Inglaterra, famosa pela saída do navio que mais tarde protagonizaria o maior naufrágio da história, tem atendido as preces dos fanáticos torcedores do Southampton, que em seu segundo ano após a volta a primeira divisão inglesa faz uma campanha pra impressionar a qualquer um que olhe a tabela nesse momento, depois de amargar um rebaixamento a terceira divisão há 5 temporadas atrás. Num campeonato que está sendo marcado nos últimos anos pelo o já tradicional domínio do Manchester United e dos times que tem uma forte injeção de recursos, pelo menos nesse momento, os Saints parecem dispostos a desbancar essa máxima.

Obviamente que se trata do início da competição, mas o time comandado pelo jovem técnico Mauricio Pocchettino, que claramente entrou na competição pra evitar o rebaixamento tem um início de competição sensacional. Tem um aproveitamento de pontos de 67%,  maior que dos poderosos times de Manchester (City 62% e United 48%) e do turbinado Tottenham (62%) e idêntico ao do Chelsea do Mourinho.Claro que essa campanha não pode dar em nada, ou até brigar pra não cair no final, por conta do elenco que não é tão numeroso. Mas esperançosamente, torcer pelos Saints se colocar entre os primeiros colocados seria legal também pra competição.

O Southampton disputou 15 das 21 edições da Premier League. Pensando de forma hipotética, o que o clube do sul precisa fazer de diferente de todas as suas participações pra jogar uma competição europeia na próxima temporada? Contando da temporada 2004/2005 até hoje, há uma estatística interessante sobre os clubes que chegaram em 4° lugar e foram a UCL, não chegaram a competição sem pelo menos metade dos pontos disputados, como veremos abaixo:

2004/05 - Everton - 61 pts - 53% Aproveitamento
2005/06 - Arsenal - 67 pts - 58% Aproveitamento
2006/07 - Arsenal - 68 pts - 59 % Aproveitamento
2007/08 - Liverpool - 76 pts - 66% Aproveitamento
2008/09 - Arsenal - 72 pts - 63% Aproveitamento
2009/10 - Tottenham - 70 pts - 61% Aproveitamento
2010/11 - Arsenal - 68 pts - 59% Aproveitamento
2011/12 - Tottenham - 69 pts - 60% Aproveitamento
2012/13 - Arsenal - 73 pts - 64%  Aproveitamento

Em todas as suas participações na primeira divisão, os Saints nunca tiveram esse aproveitamento, isso quer dizer que será inédito caso consiga essa façanha. Não sei se é o propósito de Pocchettino, mas que sonhar não custa nada, isso não custa.

1992/93 - 18° - 50 pts - c/22 Times - 39% Aproveitamento
1993/94 - 18° - 43 pts - c/22 Times - 34% Aproveitamento
1994/95 - 10° - 54 pts - c/22 Times - 42% Aproveitamento
1995/96 - 17° - 38 pts - c/22 Times - 30% Aproveitamento
1996/97 - 16° - 41 pts - c/22 Times - 32% Aproveitamento
1997/98 - 12° - 48 pts - 42% Aproveitamento
1998/99 - 17° - 41 pts - 35% Aproveitamento
199/00 - 15° - 44 pts - 38% Aproveitamento
2000/01 - 10° - 52 pts - 45% Aproveitamento
2001/02 - 11° - 45 pts - 39% Aproveitamento
2002/03 - 8° - 52 pts - 45% Aproveitamento
2003/04 - 12° - 47 pts - 35% Aproveitamento
2004/05 - 20° - 32 pts - 28% Aproveitamento
2012/13 - 14° - 41 pts - 35% Aproveitamento

sábado, 12 de outubro de 2013

CORREÇÃO DE ROTA URGENTE

Parece que a lâmpada de David, que era antigamente usada para guiar os navegantes em sua empreitadas pelo mar do norte, está com a luz muito baixa na frente do Stadium of Light, já que o Sunderland não tem feito o melhor início de Premier League, desde de o último acesso, em 2007 quando venceu o Luton Town por 5 x 0 na final daqueles play-offs. E o medo da condição de "iô-iô", que aflige a grande torcida dos blacks cats pode voltar a assombrar a fanática torcida do clube.

Pode-se esperar que o Sunderland agora possa encontrar um pouco de estabilidade apesar da oferta de contrato de dois anos para o uruguaio, o que pode também deixar subentendido que o proprietário do clube, Ellis Curts não tem tanta convicção assim no jovem comandante uruguaio Gus Poyet. O Sunderland já chegou a incrível marca de quatro treinadores só em 2013. Poyet sucede Kevin ball que assumiu no lugar de Paolo Di Canio, que chegou após a saída do ótimo irlandês Martin O'Neill demitido no final de março. Uma estatística interessante, um antigo jornalista da região cobriu o clube do norte por 30 anos e teve que trabalhar apenas com três técnicos nesse período, conta o periodista Jack Anderson, os comandantes desse período foram  Robert Kyle (de 1905 á 1928), Johnny Cochrane (de 1928 á 1939 ) e Bill Murray (de 1939 á 1957 ).




Há uma máxima no mundo do futebol que afirma que quando há essa rotatividade de comandantes é porque o clube não se planejou corretamente ou faltou confiança na aposta anterior, o que nunca dá certo no final das contas. Claramente a aposta em Paolo Di Canio pareceu mais uma empolgação de momento do que um profundo conhecimento da capacidade do jovem técnico que teve uma ascensão meteórica em sua curta carreira, saindo do provinciano Swindon da 4° divisão na época para um clube tradicional da Premier League. Obviamente o técnico italiano provou ser apenas um bom técnico pra um tiro curto, planejar uma nova temporada não foi o forte, pelos números conquistados depois de 7 rodadas da primeira divisão: 6 Derrotas; 1 Empate e 0 Vitórias; 16 gols sofridos e 5 feitos; Sequência de 5 derrotas seguidas. Uma lastima!

E o que chama atenção é a falta de uma diretriz para o comando do clube, um estilo, já que nomes como Steve McClaren e Tony Pulis foram cogitados e quem no fim das contas venceu essa "corrida" foi o uruguaio Gustavo Poyet, que tem uma característica muito diferente dos anteriores citados. Poyet terá pelo menos uma pequena vantagem nesse pequeno início de trabalho, já que ele pega o clube ainda no inicio da competição e ele não chega com grandes expectativas. As semelhanças são óbvias, assim como Di Canio, Poyet é um apaixonado que deixou seu clube anterior, em circunstâncias controversas, e a outra é que se trata de um treinador jovem e inexperiente na Premier League.



Pelo menos a maioria dos torcedores concordam que Poyet representa a escolha " menos pior " que as já citadas acima. Por alguns critérios mais básicos, ele tem a chance de salvar o clube do norte do rebaixamento se apenas mantiver seu aproveitamento nos tempos de Brighton, que foi de 44% em 4 anos de estadia no clube do litoral sul inglês e foi o responsável por tirar o clube da League One e trazer de volta a segunda divisão. Se esse aproveitamento se repetir no Sunderland, só nessa temporada, é muito provável o clube se mantenha na Premier League, já que nos últimos anos a marca de 40 pontos, é quase uma garantia de permanência na Premier League. Nesse momento, os black cats estão com um aproveitamento de 4,7% de pontos disputados, o líder Liverpool já está com 76% de aproveitamento. A distancia é algo notório.

A pontuação dos primeiros na zona de rebaixamento dos últimos rebaixados:

2009/2010 - Burnley - 30 pts - 26% aproveitamento
2010/2011 - Birmingham - 39 pts - 34% aproveitamento
2011/2012 - Bolton - 36 pts - 31% aproveitamento
2012/2013 - Wigan - 36 pts - 31% aproveitamento

Na história da Premier League 4 clubes foram rebaixados com 40 pts ou mais:

1992/1993 - Crystal Palace - 49 pts - c/22 clubes - 38% aproveitamento
1993/1994 - Sheffield United - 42 pts - c/22 clubes - 33% aproveitamento
1996/1997 - Sunderland - 40 pts - c/20 clubes - 35% aproveitamento
1997/1998 - Bolton - 40 pts - c/20 clubes - 35% aproveitamento


Ou seja, nenhum clube foi rebaixado na história da Premier League com 40% de aproveitamento dos pontos disputados. E outro número é que poucos clubes se salvaram de um começo tão ruim quanto ao do Sunderland nessa Premier League. Em geral, virar as festas de fim de ano na zona de rebaixamento não é bom sinal, principalmente na lanterna da competição. Por faltar ainda 31 jogos, a esperança inunda o clube do norte.

Clubes que viraram o ano na zona de rebaixamento:

2009/2010 - Bolton, Hull e Portsmouth - Só não caiu o Bolton
2010/2011 - Fulham, Wolves e West Ham - Não caíram Fulham e Wolves
2011/2012 - Wigan, Blackburn e Bolton - Só não caiu o Wigan
2012/2013 - Southampton, QPR e Reading - Só não caiu os Saints


Todos os que viraram na lanterna caíram. Porstmouth, West Ham, Bolton e QPR.
Sempre que chega um novo comandante, a reação é sempre de algumas vitórias iniciais, o que pode fazer toda a diferença.

domingo, 25 de agosto de 2013

MR. PREMIER LEAGUE

Quando no verão de 1987, um jovem galês chegava as divisões de base do poderoso Manchester United, rejeitado pelo rival de cidade o Manchester City, poderia ser uma história comum de tantos outros que se aventuraram nessa jornada. Mas esse galês não era qualquer um, nascido na fria Cardiff, o jovem jogador de 14 anos mal sabia que estaria inciando uma das histórias mais fantásticas da história do glorioso Manchester United.

Ryan Giggs, ainda muito jovem firmou seu primeiro contrato profissional aos 17 anos e estreou na equipe principal um ano depois, no dia 2 de março de 1991, diante do Everton, que na época era um dos melhores times da Inglaterra, tinha sido recentemente campeão. O menino galês estreou no palco em que se consagrou anos mais tarde, entrando durante a partida em Old Trafford, mas não foi com o pé direito, aquele jogo seria vencido pelo Everton por 2 x 0. Seu primeiro gol pelo clube foi diante do grande rival de cidade, e clube que anos antes o havia dispensado. Pode-se dizer que os anos mais vencedores da história do clube sempre tiveram três personagens fundamentais, o comandante Ferguson, o talentoso meia/volante Scholes e o grande ponta Giggs. Ele foi peça fundamental num grupo jovem que começaria a aterrorizar a Inglaterra no início da Premier League e na UCL.

A tríplice coroa do fim dos anos 90 foi o ápice da carreira desse gênio. Giggs tornou-se o jogador do elenco atuando pelo clube a mais tempo logo após a saída de Denis Irwin, em 2002, ficando marcado de vez na história dos red devils. Os títulos continuaram nos anos seguintes ao da "tríplice coroa". O United foi campeão da Premier League em três das quatro temporadas seguintes (1999-00, 2000-01 e 2001-02), além de ter chegado as quartas de final da UCL três vezes seguidas (1999-00, 2000-01 e 2002-03). Durante a temporada 2004/05, alcançou a marca de 600 jogos pelo Manchester United, numa vitória sobre o grande rival, o Liverpool, fato que fez dele o terceiro jogador a chegar a esta marca em toda a história do clube, ao lado de Bobby Charlton e Bill Foulkes. No ano seguinte, foi selecionado para o Hall da Fama do Futebol Inglês, panteon dos grandes jogadores ingleses de todos os tempos. Giggs estabeleceu um novo recorde de mais títulos conquistados por um único jogador em toda a história da liga, batendo o recorde anterior de oito, que estava empatado com o escocês Alan Hansen e o inglês Phil Neal (todos jogadores do Liverpool).

Marcou o seu centésimo gol pela liga numa partida contra o Derby County, em 2007, quando o United venceu o jogo por 4 x 1. No fim da mesma temporada, ele igualou o recorde do lendário Bobby Charlton que era até então o jogador que mais tinha usado o manto vermelho, com 758 partidas oficiais. Dez dias depois, ele quebrou este mesmo recorde de Sir Bobby, em plena final da Liga dos Campeões da UEFA de 2007/08 contra o Chelsea, após entrar no lugar de Paul Scholes aos 87 minutos de jogo e levantar o troféu daquela final, conquistando o segundo titulo europeu dele e o terceiro do clube. O jogo de número 900 da carreira, aconteceu em 2010, contra oTottenham Hotspur. Ainda neste ano, foi premiado com o BBC Sports Personality of the Year, que premia os principais esportistas do Reino Unido. Dias depois, em 31 de dezembro, foi eleito o jogador da década do Manchester United.

Em todos os 13 títulos do United na Premier League, sempre tiveram o Galês como jogador, ou seja, ele é o jogador que mais venceu a primeira divisão do futebol inglês, que fez mais gols e em todas as edições da "nova" Premier League e jogador com mais assistências da história da Premier League. Como todo bom galês, sempre que ouve o hino inglês, God Save The Queen, se recolhe ao silêncio.

Em 2006, Giggs tornou-se  embaixador da UNICEF do Reino Unido, em reconhecimento ao seu trabalho com o Manchester United em parceria com a organização das crianças vítimas de minas terrestres. Giggs visitou projetos da UNICEF na Tailândia e disse a BBC uma vez : "Como jogador de futebol eu não posso imaginar a vida sem o uso de uma das pernas ... Infelizmente isso é acontece com milhares de crianças todos os anos, quando acidentalmente pisam em uma mina terrestre ".

Números do gênio galês:

920 jogos por todas as competições
165 gols

646 jogos pela Premier League
112 gols

147 jogos por competições europeias (UCL e UEL)
29 gols

sábado, 17 de agosto de 2013

OUTRO VEXAME?

Após a vitória sobre o Newcastle no fim da temporada passada, o Arsenal comemorou efusivamente a vaga par a UCL, talvez não tenham se tocado na ocasião que era uma vaga preliminar da competição. E como toda fase eliminatória tem seu risco de uma eliminação prematura. Nos últimos anos, o gigante clube inglês se acostumou de forma medíocre, na minha opinião, a disputar a Premier League por uma vaga na UCL. Lembrando que o Arsenal é o terceiro maior campeão da história da Inglaterra, 13 conquistas, atrás apenas de Liverpool (18), Manchester United (21). Sendo o último título inglês conquistado em 2004 e de forma invicta; É o único clube inglês a vencer a Premier League invicto e é um dos dois times na história a vencer a divisão de elite invicto, o outro foi o Preston North End, no longínquo seculo XIX.



Nos últimos anos o clube vem acumulando uma série de vexames, fora os quase nove anos sem vencer nem as copas inglesas e principalmente o título inglês. Derrotas para o Birmingham, que hoje jaz na segunda divisão, em uma final de copa da liga, goleada humilhante para o Manchester United,  aquele 8 x 2, que nenhum torcedor gunner consegue esquecer, fora as desastrosas políticas de contratação do seu técnico que está a 17 anos no comando do clube e parece ter perdido um pouco o senso da realidade, vem Gervinhos e vão Gervinhos, e o clube amarga uma fama de clube decadente, e vem perdendo espaço para os novos ricos da Inglaterra.

O clube inglês nessa temporada liberou 17 jogadores em quem Wenger apostou e não vingaram: Arshavin, Denilson, Squillaci, Angha, Eastmond, Henderson, Meade, Watt, Djourou, Mannone, Andre Santos, Coquelin, Joe Campbell, Aneke, Chamakh, Miquel e Gervinho. O jornal britânico "Daily Mail" lembrou que o clube fracassou nas principais alternativas para encorpar o time: Higuaín foi para o Napoli, Dzeko não saiu do Manchester City, Rooney ficará no Manchester United, e Suárez, última esperança, já admite a possibilidade de permanecer no Liverpool. Fora que já estamos perto do fim da janela de transferência, e o já nesse momento sofrido torcedor do Arsenal não tem esperança alguma, já que ninguém ainda chegou para reforçar o elenco. Yaya Sanogo foi o único nome que chegou, possivelmente um no Gervinho da vida.


Wenger sobre contratações:

"Não discordo que estamos um pouco leves no momento, mas há 18 dias até o final da janela de transferências e nós estamos obviamente buscando reforçar o nosso elenco", disse Wenger em entrevista coletiva.

Como dito anteriormente, a chance de um novo vexame na gloriosa história do Arsenal é gigantesca. No sorteio da fase pré da UCL, o adversário dos ingleses serão o difícil Fenerbahce, clube turco com 18 títulos nacionais e é um dos times que mais participaram da primeira divisão local, das 56 edições esteve presente em 49. Não é campeão desde de 2011, quando Alex, meia brasileiro, o maior jogador da história do clube, desfilava sua genialidade por lá. Em geral, os jogos diante dos turcos no seu estádio local, o Fenerbahce Şükrü Saracoğlu, que fica na parte asiática da cidade de Istambul e tem capacidade de 51 mil pessoas, e quando terminar a reforma, serão 60 mil turcos empurrando o time, é um grande caldeirão com atmosfera de estádio de futebol, diferente dessas pálidas arenas, do próprio Emirates que as vezes parece um cemitério de tão silencioso.Time que tem média de público em torno de 30 mil pessoas, e segundo algumas pesquisas recentes, colocam o clube com 21 milhões de torcedores. Em 2011, o Fenerbahce foi eliminado da Liga dos Campeões pela federação turca, a pedido da UEFA, por suspeitas de manipulação de resultados, o que levou UEFA, de acordo com os seus regulamentos, a promover o Trabzonspor, que terminou como o vice-campeão naquela ocasião.

Time que perdeu o técnico recentemente, pivô da saída de Alex do clube, e a chegada do Ersun Yanal, ex-técnico do Eskişehirspor, clube que veio da segunda divisão, tenta uma grande chance de estar estar dentro da competição mais importante da Europa. Conta com os bons jogadores Kuyt, Raúl Miereles e Cristian, tem um excelente goleiro, o turco Demirel, um perigoso atacante ganês, Moussa Sow. E para alegria de nós juventinos, é o local onde está escondido Krasic. Chegaram nessa temporada: Os zagueiros Bruno Alves (Portugal), Michal Kadlec (Rep Tcheca), os meias Alper Potuk (Turquia) e Sanuel Holmén (Suécia) e o atacante Emmanuel Emenike (Nigéria).

O primeiro jogo será no dia 21 de agosto em Istambul, a volta no dia 27 em Londres. O histórico entre os dois é fartamente favorável ao time do norte de Londres: Foram 4 jogos no total, 2 empates e 2 vitórias do Arsenal, sendo um 5 x 2 pela UCL em 2009, na casa do adversário.

sábado, 3 de agosto de 2013

AS GARRAS DO TIGRE


O que uma cidade apaixonada por Rugby pode estar radiante por ter um clube representando-a na poderosa Premier League? Depois de 4 anos de ausência na divisão de elite, o Hull City está de volta para a disputa na temporada 2013/14, o clube já apareceu nessa competição por 9 oportunidades. Localizado na cidade marítima de Kingston Upon Hull, as margens do mar do norte, cidade foi fundada no século XII por imigrantes escandinavos tem uma população estimada em 580 mil pessoas. A cultura do rúgbi é muito forte, grande parte dos moradores o preferem ao futebol.

A campanha de acesso foi de certo modo segura, poderia ter se classificado mais tranquilamente. O clube conseguiu a vaga direta ao acesso pelo vice campeonato. Foram 24 vitórias, 7 empates e 15 derrotas. Acumulou 79 pts, 2 a mais que o 3° colocado, Watford. Na sua 1° promoção a PL, foi na temporada 2007/08, através dos playoffs. Em sua primeira participação na Premier League, o Hull fez uma campanha bem perigosa, apesar de ter ficado boa parte da competição no alto da tabela, o clube terminou a participação em 17° lugar com apenas 8 vitórias, 11 empates e 19 derrotas. Ficou a 1 ponto do Newcastle, que na ocasião caiu pra championship. A temporada do rebaixamento não contou com a mesma sorte da anterior. Terminou a competição na penúltima colocação com 30 pontos, resultantes de 6 vitórias, 12 empates e 20 derrotas. Uma campanha muito semelhante, mas a competência faltou, por muito fatores, como a troca de presidente durante a temporada por exemplo.



As perspectivas do clube do nordeste da Inglaterra não devem ser muito diferente da primeira vez, precisa se manter na Premier League, aliás, é sempre o grande objetivo de clubes que sobem. O clube apresentou um sistema tático muito rígido e com poucas variações sob o comando de Steve Bruce, saia de um 3-5-2, que representou bastante útil, principalmente fora de casa, para um tradicional 4-4-2. O clube também pode se concentrar, além da permanência na Premier League, nas copas que podem ser uma boa alternativa de disputa de competições europeias e representa um dinheiro a mais entrando nos cofre do clube.

Algumas contratações para essa temporada: George Boyd assinou um contrato de dois anos com o fim de seu vinculo com o rebaixado Peterborough United.
Maynor Figueroa assinou um contrato de dois anos, deixando o Wigan. Hull também trouxe dois goleiros, um da seleção escocesa, Allan McGregor, firmou um contrato de três anos por 1,8 milhões de libras. O goleiro Steve Harper, que foi liberado pelo Newcastle United no final da temporada passada chega para um ano de contrato e tem o jovem Mark Oxley que volta de empréstimo após um ano no Oldham Athletic.
Paul McShane renovou por mais dois anos. O atacante Danny Graham veio de empréstimo do Sunderland. E o atacante marfinense Yannick Sagbo chegou do Evian em um contrato de dois anos.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O CÉU É O LIMITE?


Após 10 anos de batuta do professor David Moyes, que recentemente assumiu o lugar do lendário Alex Ferguson, no Manchetser United, o clube vai precisar se reinventar e tentar subir um passo nessa temporada da PL. Um dos clubes mais tradicionais do futebol inglês, líder de participações na 1° divisão inglesa, contando a era anterior a Premier League, 111 aparições, na era PL, participou de todas as 22 edições até o momento. Dono de nove títulos ingleses, sendo o último conquistado em 86/87. 


O Everton originalmente jogava na zona sudeste de Stanley Park, em Liverpool, com a primeira partida oficial acontecendo em 1879. Em 1882, um homem chamado J. Cruitt doou um lote de terra na Priory Road, que viria a se tornar a primeira casa do clube antes da mudança para Anfield, estádio em que o Everton mandou seus jogos até 1892. Nessa época, uma discussão envolvendo o aluguel do estádio levou o Everton a deixar de mandar os seus jogos lá, e também deu origem à formação de um novo time. O novo clube, o Liverpool FC, que ficou com o Anfield, e o Everton mudou-se para o Goodison Park, que desde então é o local onde o clube manda seus jogos. Desde aqueles eventos, existe uma intensa rivalidade entre Everton e Liverpool, que fazem um dos maiores derbys do futebol inglês.

O Goodison Park já sediou mais partidas da primeira divisão nacional do que qualquer outro estádio do Inglaterra e foi o único estádio inglês pertencente a um clube a ser utilizado nas semifinais da Copa do Mundo de 1966. Foi também o primeiro estádio da Inglaterra a dispor de um sistema de aquecimento do gramado.


Um fato curioso, o clube não pode disputar a UCL de 87, pois um ano anterior, na final da UCL entre Juventus x Liverpool em Heysel, Hooligans se envolveram numa confusão que gerou 38 mortos e uma porção de feridos. Saldo dessa confusão, clubes ingleses foram proibidos de participar de competições europeias por 5 anos. Indiretamente seu grande rival atrapalhou sua ida a competição europeia mais importante. O Everton tem uma grande e fiel torcida, alcançando a sétima maior média de público na Inglaterra. A maior parte de seus torcedores vem do Noroeste da Inglaterra, principalmente de Merseyside e Cheshire.

Depois desses anos de glórias o Everton, muito pelo processo que passou o futebol inglês, no fim dos anos 80, não repetiu mais nenhuma grande campanha. O clube se notabilizou por baixos investimentos e campanhas bem medianas. A melhor posição do clube na atual edição do torneio doméstico foi o 5° lugar conquistados em duas oportunidades, 2006/07 e 2008/09. Na temporada passada flertou com a possibilidade de disputar novamente uma competição europeia, mas terminou em 6°. Em anos anteriores, os Toffies se caracterizavam por ter um inicio muito fraco e do meio pro final o clube acordava, dando a impressão de que se tivessem um bom inicio chegariam mais longe.

A Premier League tem se caracterizado pelo predomínio do chamado Big Four (Manchester United, Arsenal, Chelsea e Manchester City, no lugar do Liverpool). Com o declínio de clubes importantes como Liverpool e mais recentemente o Arsenal, Tottenham ganhou força por essa disputa a uma vaga da UCL. Everton tem condições de se inserir nesse contexto. O clube tem trabalhado com a possibilidade de manter um elenco por mais temporadas seguidas, o que é bom na medida que o clube começa a se firmar no bloco superior da competição. Nomes como, Baines e Fellaini, que foram muito sondados nessa janela de transferências, parecem que querem ficar no clube.


Essa temporada tem um fator incomum após 10 anos, há um novo comandante no banco do clube de Liverpool. Roberto Martinez, após três temporadas no Wigan, entre brigas ferozes contra o rebaixamento e o título da última FA Cup, em cima do poderoso Manchester City, contra tudo e todos. O rebaixamento foi inevitável. Martinez chega aos Toffies com propósitos bem ousados, um deles é desafiar Arsenal e Tottenham pela 4° posição da PL que dá vaga a UCL. Com ele vieram, Joel Hobles, Arouna Koné, Gerard Deulofeu, Antolin Alcaraz e Bryan Oviedo.


quinta-feira, 14 de março de 2013

A SOMBRA DE UM GRANDE


Aquilo que era previsto quando saiu o sorteio das oitavas da UCL, se cumpriu. Apesar do grande jogo que fez na segunda perna do confronto, estando perto de uma classificação heróica. O Arsenal de hoje é nada mais que uma grande sombra do gigante que já foi, e mais recentemente era o time que desafiava o poderoso Manchester United - Lembrando que o Arsenal é o time que detém a marca de ser o único campeão invicto da PL e é o único com essa marca na nossa era.

Se for pra fazer um contra ponto com o adversário, Bayern, seria uma grande covardia com o torcedor gunner, o time alemão está num momento único, praticamente campeão da bundesliga, a copa alemã virá facilmente, e é um dos grandes favoritos ao título da UCL e Guardiola vem ai. Já o time inglês se desacostumou de ser grande. A muitos anos que o Arsenal vem perdendo espaço na tabela. Em um passado não tão distante vinha disputando os títulos, aos poucos começou a se contentar com uma vaga na UCL e agora, até seu rival de cidade já o ameaça nessa caminhada. Perdeu muito espaço com o aparecimento de Chelsea e Man. City (investimentos altos) e não se aproveitou da decadência do Liverpool para se tornar o segundo grande time do país. Desde de a derrota para o Barça na final da UCL em 2006, o Arsenal parece ter caído numa profunda depressão.

Essa eliminação para o Bayern tem muitos aspectos que precisam ser levados em consideração: Ou o time Gunner muda radicalmente de filosofia, e isso passa pelo seu comandante Wenger, ou está fadado a se tornar um Aston Villa ou Everton na Inglaterra.



Questionar Wenger não é tão herético quanto questionar Ferguson no United, a politica do Frances parece já ter caído em desgraça com a torcida, não é toda hora que conseguirá um time como aquele de 2004, um dos melhores times de futebol que vi jogar, diga-se de passagem. Ao longo dos anos o Arsenal vem perdendo seus principais jogadores, mais recentemente, Fábregas, Nasri, Clichy, Song e o último um dos melhores atacantes da atualidade, Van Persie e etc, a ponto de hoje no elenco não ter "um" principal jogador. Time que já teve Henry, Robert Pires, Bergkamp e cia, hoje o torcedor do Arsenal precisa se convencer de que Cazorla e Arteta são jogadores do nível do clube londrino; Ou Wenger muda radicalmente as contratações de Gervinhos e etc, ou ninguém vai aguentar mais um ano que seja na fila de títulos, isso passa em aumentar o nível de contrações, jogadores de primeiro escalão precisam ser convencidos de que o Arsenal é um time vitorioso e quer ser campeão.

Leia essa declaração de Fábregas ao sair do Arsenal e pense se ele não está falando uma grande verdade:

- Se você fosse à Espanha e dissesse a Guardiola, Mourinho ou Unai Emery (técnico do Valência) que eles passariam três anos sem ganhar um trofeu, é obvio que eles não continuariam. Aqui, é diferente. O técnico é inteligente, e o clube valoriza coisas diferentes: que o time esteja sempre na Liga dos Campeões, que você dispute até o fim, que tenha jogadores jovens, estabilidade econômica. Para a direção do clube, isso é importante. Mas imagino que vai chegar um momento em que você tenha de decidir: você quer ganhar títulos ou não? - Fábregas
Números de Wenger a frente do Arsenal, técnico francês está desde de 1996:

878 jogos - 501 vitórias - 211 empates e 166 derrotas, um aproveitamento de 69%

3 títulos ingleses - 4 copas da Inglaterra



quarta-feira, 6 de março de 2013

SÓ PARA CONSUMO INTERNO?


Logo após a derrota do United em casa para o Real Madrid pelas oitavas de final, desclassficação nessa fase que não vinha desde de 2005, faz pensar em alguns pontos que acho relevante. Um time que sobra na poderosa premier league, os números do time nessa temporada são espantosos, dos 16 últimos jogos na competição doméstica, venceu 14 jogos e empatou dois, não perdia em Old Trafford a um enorme tempo. Só perdeu 3 jogos na competição, parece que só um desastre nuclear fará o 20° título escapar de Manchester.

Não só pela eliminação para o Poderoso Real Madrid, que na minha modéstia opinião, tem o segundo melhor time do mundo na atualidade, mas por alguns aspectos me fazem pensar que esse time do United é muito bom e suficiente para o campeonato inglês, já numa competição do porte UCL, o elenco talvez não seja o mais indicado. Óbvio que a camisa do Manchester é daquelas que "entorta varal", defesa do United já não dá mais conta de grandes desafios. Uma defesa formada, por exemplo, por Evra, Vidic e Ferdinand, já não é mais tão segura quanto em temporadas anteriores, o que mais deixa em estado de alerta, é a reposição para esses nomes, não há nenhum a altura dos citados acima. Giggs é um ícone, mas não pode mais ser uma "alternativa".

O grupo do United na UCL não representava grande risco. Questionar Ferguson deveria ser proibido a todo Red Devil vivo ou morto, mas não dá pra entender um Rooney no banco, a eliminação na fase de grupos da temporada passada parece que não trouxe ensinamento ao grande Fergie. Analisando apenas os números do jogo de ontem, dá pra perceber claramente o estágio dos dois times, Madrid terminou o jogo com 62% de posse de bola, jogando na Inglaterra, United foi incapaz de produzir uma grande risco ao time espanhol. A expulsão do Nani pode ter ajudado, mas ainda sim, o Real era um time muito frio e calculista. Fiquei com a sensação de que o United foi uma presa fácil para o Real.

Essa eliminação deve trazer algumas reflexões, Fergie vai continuar sua vitoriosa caminhada? Se sim, é necessário ir ao mercado e reforçar esse elenco, um time do tamanho do United, provavelmente o grande time da história do futebol inglês, não pode apenas se contentar em ser recordista de títulos ingleses, e não conseguir minimamente se igualar ao seu grande rival em numero de conquistas europeias.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O PRIMEIRO DA SEGUNDA


Desde a temporada 2009/2010, o Cardiff vem literalmente batendo na trave para o acesso a premier league, tradicional clube do país de gales tenta repetir o relativo sucesso que seu vizinho, Swansea, faz hoje na primeira divisão. Nessa temporada citada o clube foi a final do play-off diante do surpreendente Blackpool, e foi derrotado de virada por 3 x 2. Naquele ano havia feito uma campanha forte, terminou em 4° lugar, com  76 pts, na temporada seguinte sofreu uma amarga eliminação novamente nos play-offs de acesso, foi eliminado pelo Reading que mais tarde perderia a final desse play-off para o rival de país, o Swansea.

Nessa temporada, 2010/2011, terminou na mesma 4° posição com 80 pts, mesmo numero de pontos acumulados pelo Swansea. Na temporada 2011/2012, fez uma campanha de certo modo discreta para os padrões que havia apresentado, terminou na 6° posição, garantindo a classificação para os play-offs com certa dificuldade e nas últimas rodadas. Nas partidas foi completamente atropelado pelo West Ham, que posteriormente seria promovido, acumulou um 5 x 0 no agregado. Destacando que nessa mesma temporada, os blue birds tinha ido a final da copa da liga contra o poderoso Liverpool. Foi muito valente na ocasião, perdendo apenas nas disputas de penaltis.

O clube que foi fundado em 1899, passa nesse momento pelo seu melhor início de competição em toda sua história, dois fatores podem ser considerados fundamentais para esse sucesso, um deles é a grande quantidade de investimentos que começaram a entrar no clube com a aquisição das ações em 2010 por parte do empresário malaio, Chan Tien Ghee, que comprou o clube pela "bagatela" de 800 milhões de reais, seu único propósito é levar o clube a Premier League. E o outro é sem dúvida a permanência do ótimo Malky Mackay, ex-treinador do Watford, vai conduzindo o clube muito bem no propósito de ir a primeira divisão. Joga num sistema bem definido, apresenta um futebol muito seguro, o Cardiff é um dos times que menos dão chance para o azar nos jogos.



Além de tudo isso o clube também passou por transformações em suas cores e escudo, o tradicional azul que foi usado desde de 1908 foi substituído pelo vermelho, o tradicional escudo com o blue bird foi trocado pelo dragão que faz menção a sua origem galesa.

Os números são impressionantes, conseguiu um feito único em sua história, conquistou 10 vitórias seguidas em casa, nesse momento lidera a competição com 10 pts a frente do segundo colocado, tem 63 pts, fruto de 20 vitórias, 3 empates e 6 derrotas, é o time que mais venceu em casa, tem mais vitórias na competição é o time que menos perdeu, é o segundo que menos empatou e não perde a 6 jogos. Com esses números só uma catástrofe poderia tirar o título e o acesso do Cardiff a premier league.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A AGONIA DO VILLA


"Quando eu cheguei aqui, eu sabia ser que seria uma trabalho de longo prazo e é isso que estamos tentando fazer", disse Lambert. 
Com esse projeto, Paul Lambert chegou ao gigante Aston Villa para a temporada 2012/2013, o clube de Birmingham apostou no sucesso meteórico do técnico a frente do modesto Norwich, que teve um feito sensacional, resgatou o clube das profundezas da League One, terceira divisão e levou os canários a poderosa premier league, fazendo uma campanha muito descente na sua volta a primeira divisão.
Os números do escocês a frente do Norwich eram animadores, foram 142 jogos, 70 vitórias, 35 empates e 37 derrotas, quase 50 % de aproveitamento em 4 temporadas.

Só que as coisas parecem que não vão do jeito que se pensava, Lambert também chegou com a incumbência de trabalhar com o jovens jogadores que o Villa vem promovendo, resultado da falta de investimentos. O time não consegue corresponder a todo esse processo de mudança de mentalidade.

Em agosto de 06, Randy Lerner, proprietário do Cleveland Browns, time da NFL, chegou a um acordo de 62 milhões de libras para a aquisição de ações do Aston Villa. Um comunicado divulgado em 25 de agosto pela LSE, anunciou que Lerner tinha adquirido 59% das ações do Villa, tornando-se o acionista majoritário. Ele também assumiu o cargo de presidente do clube. No ano passado, Ellis, responsável Villa perdeu 8,2 milhões em pagamentos de impostos, o que fazia um contra ponto com um lucro de 3 milhões no ano anterior. O  lucro total do clube havia caído de 51.6 milhões para 49 milhões. Lerner assumiu o controle total em 18 de setembro, ele obteve 89% das ações. Em de setembro, Ellis e seu conselho renunciou e foi substituída por uma nova diretoria encabeçada por Lerner. Lerner nomeou Charles Krulak como diretor não executivo e Ellis foi premiado com o cargo de Presidente Emérito.

 
  

O clube passa por algumas dificuldades financeiras fora do campo, dentro dele encontra profunda falta de talento e nesse momento do campeonato se tornou um saco de pancadas. A campanha do Villa nesse momento é desesperadora, em 23 jogos, venceu apenas 4, empatou 8 e perdeu 11, está na 17° posição. É o time que mais sofreu gols, 44 no total, sofreu a maior goleada da competição, 8 x 0 para o Chelsea, é o segundo pior ataque, fez 19 gols, só ganha do lanterna QPR, que fez 18 gols. A última vitória do Villa por qualquer competição, aconteceu em 5/01/13, vitória sobre o Ipswich pela FA Cup, pela premier league, a última vitória aconteceu em 15/12/12, vitória sobre o Liverpool no Anfield. Não vence a mais de um mês na primeira divisão, algo muito preocupante.

A lua de mel acabou. 'Projeto' Villa Paul Lambert parece estar em seus últimos suspiros. Ele vai precisar trabalhar muito para tapar as mais recentes humilhações. Depois da eliminação para o Bradford, time da quarta divisão, na copa da liga, foi a vez da eliminação para o Millwall, time da segunda divisão,  na FA Cup, derrota de virada por 2 x 1. Essa sequência de eliminações vai colocando em cheque o prazo de validade do técnico escocês.

Esse é um período de transição e a aquisição de jogadores jovens, em detrimento de contratações mais caras foi uma idéia em que eles compraram.
Desde que Alex McLeish foi demitido do clube, os torcedores do Villa têm sido extremamente paciente. Eles no primeiro momento confiaram profundamente em Lambert para devolver sorriso no rosto dessa torcida que vê seu gigante desmoronando temporada após temporada.

Lambert com o seu projeto de investimentos em jovens custou ao clube 23 milhões para a realização dessa mudança no início da temporada. Provavelmente nesse momento é o técnico mais ameaçado da Premier League, não consegue dar um jeito na defesa, principal ponto fraco do time, falta de criatividade e experiência em muitos casos vai fazendo a vida de Lambert bem curta. A torcida definitivamente perdeu a paciência e está desesperada, pois fica a sensação de que a hora que o Villa entrar na zona de rebaixamento não sairá mais. A mudança de postura precisa ser urgente, uma mudança de técnico nesse momento seria o mais trágico. Situação difícil passa o outrora poderoso Villa, clube que na década de 80, ousou destronar o Liverpool, o grande time inglês da época, é lamentável.