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quinta-feira, 19 de junho de 2014

HORA DE OXIGENAR E NÃO MUDAR!!!!


A eliminação da Espanha de forma prematura ontem representa não o fim do "ciclo", mas uma necessidade latente de renovação. Os espanhóis talvez não se prepararam pra ser a "vidraça". Sempre foram encarados como uma equipe que chegava na hora H amarelava, não dava sequência a toda expectativa por trás da antiga fúria. Em 2008, ao vencer a euro diante da forte Alemanha, os espanhóis acalçaram um status maior no mundo do futebol. Ao mesmo tempo o Barcelona começava um trabalho que seria toda a base do sucesso da seleção espanhola. O mundo conheceu o Tiki-Taka. Esse jeito de jogar chegou ao auge no título da copa do mundo em 2010, quando não deu chances para os adversários e contando com os gênios Iniesta e Xavi.

Em 2014 a Espanha chegou ainda apegado ao mesmo estilo mas com peças mais envelhecidas, talvez a transição de geração não foi feita, 16 jogadores de 2010 estavam na lista final de Del Bosque. A copa do mundo cobrou o preço dessa falta de entendimento do momento de seus pilares, Xavi com 34 anos passou uma temporada temerosa no Barça. O capitão Casillas passa pelo inferno astral, apesar do título europeu, não foi titular na campanha da Liga. Enfim, a Itália de 2010, quando chegou campeã e apostou na formula com jogadores envelhecidos e com o mesmo técnico de 2006, e foi eliminada na 1ª fase sem fazer gol e ficando na lanterna, não serviu de parâmetro para os espanhóis. A chegada de Diego Costa a esse esquema de jogo talvez tenha sido a tentativa de mudar uma característica do time. O que na prática não se tornou efetiva, o entendimento do meio campo com esse ataque não deu liga. Time com "vícios" que a presença  de um atacante não seria simples. 

 


Mas o Tiki-Taka é um sistema de jogo que precisa ser aperfeiçoado. Todas as grandes escolas escola de futebol mundial possuem uma característica de jogo, não acho que a Espanha deva mudar seu estilo, precisa renovar, oxigenar o estilo, evolução fará bem a seleção que terá em 2016 a possibilidade de conquistar o tri da Europa na França. Após assimilar o duro golpe da eliminação, a Espanha já pode enxergar um futuro de renovação que é uma grande realidade. A Espanha é a atual campeã europeia sub 21. Uma das receitas da mudança do futebol espanhol passou pelas categorias de base que foram reformuladas, receita do sucesso alemão e da tal "geração belga".

Jogadores como Koke (Atlético Madrid), De Gea, (Manchester United), Thiago (Bayern), Carvajal (Real Madrid), Iñigo Martinez (Real Sociedad), Muniain (Athletic Bilbao), por exemplo são o futuro de "la Roja". Outros que estão chegando pra compor essa renovação, Bartra (Barça), Delofeu (Barça), Óliver Torres (Atlético Madrid),  Denis Suárez (Sevilla), Rubén Blanco (Celta), são jogadores que precisam de uma maior maturação pra pensar em 2018 na Rússia. Por tudo isso, a Espanha deva apenas reformular sua base de jogadores e oxigenar o Tiki-Taka. Trabalho a médio e longo prazo há.

terça-feira, 3 de junho de 2014

FRANÇA E SUÍÇA NA COPA, QUE TAL?


Lloris, Debuchy, Koscielny, Sakho e Evra; Matuidi, Cabaye, Pogba, Valbuena, Ribéry e Benzema. Acho que não foge disso. A defesa é mais ou menos... Mais é ótima do meio pra frente. Uma cabeça de área com Pogba e Matuidi compensa, Koscielny cresceu nessa temporada. Dois laterais mais velhos, mas bons defensivamente. Aliás, o Brasil tem a melhor zaga e a França a melhor dupla de volantes. Essa França é para o futuro, principalmente se levar em consideração a média de idade, mais especificamente para a Euro de 16 (em casa) e para a copa do Mundo Russo. A não ser que alguém se ache e estrague o ambiente. Deschamps foi perfeito ao não levar o Nasri. Acha que joga mais do que de verdade produz. Ele estragaria o ambiente, sem dúvida. Jogador mais ou menos que tem um ego de Ibra. Cabaye pode ser o 3ª volante, apesar de armar muito bem. Valbuena pela ponta direita e o Chucky (Ribery) pela esquerda, caso tenha possibilidade de jogar a copa, se não vai de Mavuba ou Sissoko. E o grupo é fácil. Estreia dia 15 contra a horrível Honduras, dia 20 pega a Suíça, no jogo da liderança. Dia 25 encerra contra o Equador. E por falar em Suíça, eu acho essa seleção mais forte que a favorita Colômbia de vocês.

E sobre a situação de Ribery, De acordo com uma fonte da comissão técnica da França, o meia do Bayern de Munique está seguindo "um protocolo médico para que esteja recuperado dentro de oito dias".

Esta semana será crucial para o meio-campista, que iniciou uma corrida contra o relógio complicada. Caso o jogador não consiga se recuperar à tempo, Deschamps tem até o dia 14 de junho, véspera da estreia contra Honduras, no estádio Beira-Rio, para chamar um substituto.

Goleiros: Hugo Lloris (Tottenham/ING), Stéphane Ruffier (Saint-Etienne/FRA), Mickaël Landreau (Bastia/FRA)

Defensores: Mathieu Debuchy (Newcastle/ING), Lucas Digne (Paris Saint-Germain/FRA), Patrice Evra (Manchester United/ING), Laurent Koscielny (Arsenal/ING), Eliaquim Mangala (Porto/POR), Bacary Sagna (Arsenal/ING), Mamadou Sakho (Liverpool/ING), Raphaël Varane (Real Madrid/ESP)

Meio-campistas: Yohan Cabaye (Paris Saint-Germain/FRA), Clément Grenier (Lyon/FRA), Blaise Matuidi (Paris Saint-Germain/FRA), Paul Pogba (Juventus Turin/ITA), Rio Mavuba (Lille/FRA), Moussa Sissoko (Newcastle/ING), Mathieu Valbuena (Marseille/FRA), Franck Ribéry (Bayern de Munique/ALE)

Atacantes: Karim Benzema (Real Madrid/ESP), Olivier Giroud (Arsenal/ING), Antoine Griezmann (Real Sociedad/ESP), Loïc Rémy (Newcastle/ING)




Benaglio, Lichsteiner, Djourou, Schär, Rodriguez; Behrami, Dzemaili, Shaqiri, Stocker e Inler; Drmic. França e Suíça será um bom jogo. Decidirá o 1º lugar. Faz alguns anos que a Suíça deixou de ser uma equipe apenas preocupada excessivamente com a defesa, fazendo jogos horrorosos. Hoje possui um time mais apurado tecnicamente, o destaque são os ótimos laterais que possui, podendo tornar a equipe mais vertical e mais “lateralizada”, abusando de jogadas na linha de fundo. Lich e Rodriguez são bem ofensivos, Lichsteiner joga como ala no 3-5-2 da Juventus e Rodriguez é muito importante no sistema ofensivo do Wolfsburg. Para sustentar laterais tão ofensivos é necessário um meio campo menos ofensivo, mas conta com jogadores muito técnicos no ataque. Enfim, é um time que pode fazer muito barulho nessa copa do mundo.

Responsável pela última derrota da Seleção Brasileira, em amistoso realizado em agosto do ano passado, a Suíça está no Grupo E da Copa do Mundo e estreia no dia 15 de junho, diante do Equador, no Estádio Nacional de Brasília.

Goleiros: Diego Benaglio (Wolfsburg), Roman Bürki (Grasshopper), Yann Sommer (Basel)

Defensores: Steve von Bergen (Young Boys de Berna), Johannes Djourou (Hamburgo), Michael Lang (Zurich Grasshopper), Stephan Lichsteiner (Juventus de Turim), Ricardo Rodriguez (Wolfsburg), Fabian Schär (Basel), Philippe Senderos (Valencia), Reto Ziegler (Sassuolo Calcio)

Meio-campistas: Tranquillo Barnetta (Eintracht Frankfurt), Valon Behrami (Napoli), Blerim Dzemaili (Napoli), Gelson Fernandes (Freiburg), Gökhan Inler (Napoli), Xherdan Shaqiri (Bayern de Munique), Valentin Stocker (Basel)

Atacantes: Josip Drmic (Bayer Leverkusen), Mario Gavranovic (FC Zurich), Admir Mehmedi (Freiburg), Haris Seferovic (Real Sociedad), Granit Xhaqa (Borussia Mönchengladbach)


Em 2006, Suíça e França estiveram no mesmo grupo e a Suíça terminou na frente dos franceses.

sábado, 28 de dezembro de 2013

A COPA DE 1990

O mundial de 1990 foi disputado em uma época em que o mundo passava por transformações politicas e sociais. Por exemplo, essa seria a última copa de seleções tradicionais, URSS e Tchecoslováquia, que 1 ano depois da realização do mundial se desmembrariam e formariam novas nações, pondo fim a longa guerra fria. Outra diferença, depois de 52 anos, a Alemanha jogaria sua primeira copa do mundo já reunificada. O muro de Berlim já havia vindo a baixo em 1989. Também foi caracterizado por muitos como a copa com o pior nível técnico da história das copas.

Essas mudanças também se refletiam no futebol. Não havia uma grande seleção destacada para a disputa desse mundial. Todas as equipes tinham problemas com jogadores machucados ou cansados da extenuante temporada europeia. Tirando a Argentina, que tinha um extraterrestre (Maradona) em seu elenco e a laranja mecânica que voltava a copa do mundo, pós geração Cruyff e Neeskens, tinha uma seleção completamente renovada e campeã europeia com nomes do quilate de Van Basten, Rijkaard, Gullit e cia, as outras seleções passavam pela chamada "entressafra". 



Brasil chegava a essa competição com muitos problemas, que iam das questões técnicas, com o conturbado Lazaroni, que passava pro questões de divisão de prêmios a questões de relacionamento. Aquela brilhante geração da década de 1980 já havia passado, deixando a desilusão. Não havia nada de grande coisa naquela seleção, Romário e Careca, que tinham tudo pra fazer uma dupla infernal, chegaram ao mundial "bichados". Inspirado pelo que acontecia na época, os times jogando de forma defensiva, Lazaroni apostou num 3-5-2. O que visivelmente não agradava a ninguém.

A Itália acreditava que poderia ser a copa do tetra. Gastou muito dinheiro com suas 12 sedes, naquela época era o auge da Serie A do calcio, que tinha grande cobertura no Brasil, confesso que sou um filhote do calcio por conta dessa época. Milan e Internazionale era uma extensão da grande rivalidade da época, Alemanha x Holanda. Mas a azzurra contava com uma defesa quase que intransponível, Zenga (Inter) bateu o recorde de não sofre gols em copas do mundo. Baresi, Bergomi, De Aggostini, Ferrara e o jovem Maldini, fechavam o ferrolho. Baggio, Donadoni e Mancini eram as estrelas desse time. "Totó" Schillaci foi a grande febre da época, o atacante juventino foi o artilheiro da copa com 6 gols.



A futura campeã, Alemanha, chegava com o objetivo principal, entrar no hall dos tri campeões do mundo, que contava com Brasil e Itália. Chegava com sangue nos olhos pelos dois vice campeonatos seguidos (82 e 86) e a eliminação nas semifinais, em casa, para a Holanda, ressaltando que na época, era a grande rivalidade na Europa. Brehme, Matthaüs e Klismann formavam a cabeça pensante desse time. Uma marcação fortíssima e um futebol mecânico, levaria os germânicos ao sucesso empolgados com a nova situação que viviam nas questões sociais com a reunificação.

Essa copa teve 24 participante divididos em 6 grupos de 4. 

GRUPO A: Itália; Tchecoslováquia; Áustria e EUA
GRUPO B: Camarões; Romênia; Argentina e URSS
GRUPO C: Brasil; Costa Rica; Escócia e Suécia
GRUPO D: Alemanha; Iugoslávia; Colômbia e EAU
GRUPO E: Espanha; Bélgica; Uruguai e Coreia do Sul
GRUPO F: Inglaterra; Irlanda; Holanda e Egito

SEDES:
Milão -  Roma - Nápoles - Turim - Bari - Verona - Florença - Cagliari - Bolgna - Udine - Palermo - Genoa

A estreia da copa nos brindaria com uma das maiores e gratas surpresas de uma copa. A poderosa e atual campeã Argentina de Maradona, Canaggia, Pupido, Rugeri, Sensini e cia contra a desconhecida seleção de Camarões do jovem/velho Roger Millar. A surpreendente vitória dos africanos já dava uma mostra que não seria uma copa tão convencional assim. Nessa época, classificavam os 2 primeiros de cada grupo e os 4 melhores 3°. Talvez a URSS, do grande Dasayev, tenha sido a única falta sentida na fase de 8º, já que era a atual vice campeã europeia. As demais todas passaram. Os confrontos mais significativos foram: Alemanha x Holanda,  Brasil x Argentina e Itália x Uruguai (Uma celeste decadente, mas um bicampeão do mundo). A batalha mais difícil foi travada em Milão, quando a Alemanha teve a sua vingança, com gols de Klismann e Brehme despacham a Holanda.



Entre Brasil x Argentina, em Turim, o massacre da seleção brasileira em cima da depende Argentina de Maradona foi algo a ser ressaltado. Mas dois episódios, muitos anos depois, fazem repensar aquele jogo, o episódio da água oferecida aos brasileiros pelos argentinos em paradas e frouxa marcação que permitiu a Maradona, em sua única chance de mostrar sua genialidade, enfiar uma bola para Canaggia entrar sozinho cara a cara com Taffarel e mandar aquela seleção de Lazaroni de volta ao Brasil, seleção essa que ficou marcada como a "era Dunga", por ter sido o grande pivô da jogada de Dieguito.



Nas quartas, a Inglaterra, que chegava mais uma vez com grande esperança e uma boa seleção que contava com o matador Lineker, o excelente goleiro Shilton (40 anos), Pearce, Butcher, Gascoine, Hodge e Woods, eram alguns exemplos. Os britânicos espantariam a zebra africana numa prorrogação cansativa e longa. 

As semifinais foram a grande ironia nos confrontos, de um lado colocaria a animada seleção inglesa contra a força mental alemã, rivais históricos dentro e fora de campo e em todas as cearas e do outro a Itália, super candidata ao tetra e a valente Argentina de Maradona, só que com um ingrediente: Esse jogo seria realizado no estádio San Paolo em Nápoles, onde Maradona reinava com o Napoli. Depois de um tempo normal e prorrogação empatados a disputa iria para os pênaltis. Com as penalidades são mais legais ver do que ler, o vídeo está ai embaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=dO9ffRQvfhA



Na outra perna aconteceu o mesmo roteiro, então:
http://www.youtube.com/watch?v=hH_Yt0K3tZA

A final mais uma vez colocava Alemanha x Argentina frente a frente, o certo era teríamos um novo tri campeão do mundo. A final  foi tensa, argentinos e alemães a todo momento se estranhando, um pênalti um tanto esquisito colocava Brehme e o "pegador" de pênaltis, Goycochea, que havia entrado na copa pela contusão séria de Pupido, frente a frente, a frieza germânica imperou. A eficiência alemã venceu o coração argentino. O jogo termina 1 x 0 para a Alemanha e leva os germânicos ao seleto grupo de tri campeões do mundo. Grupo que atualmente só conta com os próprios, já que Itália e Brasil já abandonaram. Beckenbauer, o grande comandante, entraria em outro hall, o dos ex-jogadores campeões do mundo jogando e treinando, Zagallo era o único.



Quem viveu essa época irá lembrar dos copos comemorativos da Pepsi e do álbum da copa, o qual guardo com carinho até hoje.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A COPA DE 1966


Nesse post vamos passear um pouco pela copa do mundo de 1966, a copa que entrou pra história com o erro de arbitragem da final entre Inglaterra, anfitriã, Alemanha Ocidental na tarde de verão em Wembley. Observando alguns dados, podemos observar outros aspectos desse mundial, um deles foi a presença de grandes seleções e o fim de uma dinastia do futebol bicampeão mundial, o Brasil.

Bem para começar a falar dessa copa precisamos falar dos envolvidos nelas, o grupos ficaram dispostos da seguinte forma:

Sede: Inglaterra
Campeão: Inglaterra - 1º título
Jogos: 32
Gols: 89
Média de gols: 2,78
Público: 1.614.677
Média de público: 50.459
Artilheiro: Eusébio (Portugal) - 9 gols

Grupo A - Inglaterra; Uruguai; México e França

Grupo B - Alemanha Ocidental; Argentina; Espanha e Suiça

Grupo C - Portugal; Hungria; Brasil e Bulgária

Grupo D - URSS; Coreia do Norte; Itália e Chile

Posto esse grupos vamos a alguns dados que demonstram esse equilíbrio:

Inglaterra e Argentina terminaram com a melhor defesa, média de 0,5 sofridos, Portugal com o melhor ataque, média de 2,8 de gols marcados, Bulgária, México e Suíça piores ataques, média de 0,3 gols marcados, Suíça ainda teve a marca de pior defesa, média de 3, 0 gols sofridos.

Maior goleada foi no jogo entre Alemanha 5 x 0 Suíça.

Bom, depois desses dados vamos a análise dos fatos mais relevantes, falando da seleção brasileira, essa copa do mundo não é muito saudosa por aqui, pois representou o fim de um ciclo vitorioso da história do futebol brasileiro, o time que foi bicampeão mundial chegava a Inglaterra com banca de favoritos e tinha também um pouco de soberba por parte dos brasileiros, pois caíram num grupo que relativamente parecia fácil. Mas outros fatores extra campo favoreceu para o que para muitos foi a conhecida bagunça na preparação dessa copa, muitos clubes exigiam seus jogadores nessa seleção, chegando a um momento em que se tinha 42 jogadores no plantel, sendo que o técnico Vicente Feola só poderia convocar 22, optando pela geração já envelhecida dos bicampeões. Pelé que já era o grande astro daquela seleção ao lado de Garrincha, foi caçado em campo, muitas entradas violentas, principalmente no jogo diante de Portugal de Eusébio, maior jogador luso da história, onde Pelé precisou sair de campo contundido e não jogou mais aquele torneio. Garrincha pouco pode fazer.

A campanha do Brasil foi:

Brasil 2 x 0 Bulgária

Hungria 3 x 1 Brasil

Portugal 3 x 1 Brasil

http://www.youtube.com/watch?v=yOgeA-KBWQU&feature=related vídeo do jogo entre Brasil x Portugal.




















Pela primeira vez na história um campeão mundial era eliminado na primeira fase. Outro bicampeão mundial a Itália foi eliminada de forma surpreendente pela Coréia do Norte, estreantes em copa. A azzurra foi recebida na volta com tomates. Ou seja, a copa reservava momentos importantes e históricos.

Outra grande seleção que chegava aquele mundial cercada de expectativa era a URSS, do lendário goleiro Lev Yashin, muitos os considera o maior goleiro da história do futebol, seria a ultima copa desse grande goleiro. Chegou a sua melhor colocação em copas do mundo naquele mundial, 4° lugar, foi eliminado pela Alemanha Ocidental nas semifinais.

Time soviético de 66: Yashin; Ponomaryov; Shesternyov; Khurtislava; Sabo; Danilov; Chislenko; Voronin; Khusainov; Banishevski; Malafeev.

Muitos intendidos dizem que essa foi a melhor seleção da URSS em todos os tempos, há quem diga que foi a de 88, finalista da euro, mas como a lógica é a copa de 66, deixemos a de 1988 pra outra hora.

As zebras dessa copa teve nome, Coréia do Norte, país que nunca disputou a competição se notabilizou por eliminar a Itália, bicampeão do mundo, na fase de grupo e só foi eliminado apenas nas 4° de finais por Portugal de Eusébio.

Outra partida inesquecível dessa copa foi o encontro entre ingleses e argentinos pelas 4° de finais, seria um jogo normal se não fosse um lance com o jogador argentino Ratin que foi desqualificado e protagonizou uma das cenas que entraram pra história do futebol, quando passou em frente a rainha britânica e fez gestos o bscenos na direção da tribuna e amaçou a bandeira inglesa. Partida vencida pela Inglaterra por 1 x 0 gol de Hurst.

Imagens do lance.






Nas semifinais teriam os confrontos entre Inglaterra x Portugal e Alemanha Ocidental x URSS.

Melhor do que falar sobre ai vai o vídeo do confronto entre os dois, vitória inglesa por 2 x 1, dois gols de Bob Charlton e Eusébio descontou para os lusos, jogo realizado em Wembley.


No outro confronto Alemanha Ocidental venceu a URSS por 2 x 1 também, a exemplo do outro confronto, gols de Haller e do jovem Beckenbauer e Porkuyan descontando pros Soviéticos, em Goodson Park, olha o jogo ai.



Bem a final foi o grande momento dessa copa, pois colocou frente a frente Alemanha Ocidental x Inglaterra. O jogo teve prorrogação, no tempo normal ficou no 2 x 2. Na prorrogação é que aconteceria o lance mais polêmico da história do futebol, bola que chutada por Hurst, bate no travessão e volta em cima da linha, juiz valida o que seria o 3° gol inglês, depois desse ainda viria o 4° e selaria o primeiro e único título inglês da história.

Vídeo do jogo:


Futebol é um esporte tão sensacional que 44 anos depois num jogo de copa do mundo entre Inglaterra x Alemanha, na copa de 2010, houve um lance idêntico para os ingleses, num chute de Lampard, só que dessa vez a bola entrou muito e não foi validado. Resumo Alemanha venceu aquela partida por 4 x 1 e eliminou os britânicos da copa.