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domingo, 25 de maio de 2014

O 10!!!


Geralmente o numero 10 é muito representativo em vários campos da vida, seja pessoal ou profissional. Esse numero é emblemático na contagem do tempo. Para história, uma década (10 anos) é algo que não é muito extenso, mas importante. Na nossa vida, o marco de 10 anos é sempre um ritual de passagem. Quando chegamos aos 10 anos começamos a dar adeus a vida de criança e o início da puberdade, fase na qual começam a aparecer transformações físicas e mentais. E ai os 10 anos vão se repetindo cada vez mais rápido conforme vão avançando os anos. Quando nos casamos e completamos 10 anos de matrimônio, fazemos as bodas de Estanho. 

No esporte o numero 10 também representa marca histórica. Na prova nobre do atletismo, os 100 metros, só teve sua marca baixada de 10 S em 1968 pelo corredor americano Jim Hines, no caso das mulheres, a marca ainda persiste, 10, 49. No basquete, se o jogador fizer 10 pontos e pegar 10 rebotes e terá alcançado o double-double. No futebol, o numero 10 representa a excelência, a classe e em alguns casos a imortalidade. A camisa 10 do Santos ou da seleção brasileira são um traço da imortalidade de Pelé como o maior jogador da história. A camisa 10 da Argentina é simbolo de magia, classe e gênio, primeiro com o grande Dom Diego e agora com o monstro chamado Messi. Nossos times sempre exigimos o camisa 10 de qualidade. Zidane, Platini, Puskas, Rivellino, Baggio são exemplos de craques que eternizaram a camisa 10.

Na Itália, 10 scudettos representa uma estrela na camisa. Genoa tem 9, por tanto não está na galeria.10 títulos de copa Itália representa uma estrela prateada. Um enorme simbolismo. Na Alemanha o time que alcança 10 títulos tem lá duas estrelas no escudo.Os grandes times do futebol mundial tem pelo menos 10 títulos nacionais. O Atlético de Madrid chegou ao seu décimo titulo espanhol de forma surpreendente nessa temporada. 

Mas La Décima?! Essa ficou reservada apenas para a maior potência do futebol mundial, a maior marca no que se refere a clubes de futebol. Como havia dito acima, o numero 10 representava a imortalidade, seja bem vinda a imortalidade Real Madrid, só você possui 10 titulos da UCL, o único a vencer 5 vezes seguidas.

#LADÈCIMA


quinta-feira, 10 de abril de 2014

EX-COADJUVANTE


O Atlético definitivamente vai deixando de ser o "intruso" entre os gigantes espanhóis, e vai passo a passo se transformando em um realidade,  boa diga-se de passagem, dentro da Espanha e agora na Europa. Eliminar o poderoso e campioníssimo Barcelona em umas 4° de final de uma UCL, e podendo ter colocado fim a uma era dourada do clube catalão é coisa digna de um filme com final feliz.

No início dessa temporada, nesse mesmo blog, fiz uma pequena previsão do que esse Atlético poderia realizar, mas nem de longe poderia pensar em uma temporada de sonho como essa. Segue o link: http://futebolreflexivo.blogspot.com.br/2013/07/hora-do-paco-seguinte.html. 

A classificação à semifinal nessa quarta -feira mágica é a quarta vez da história do Atléti, que chegou a final em 1974, quando perdeu para o poderoso Bayern, tricampeão seguido na época. Em 1959, o algoz da semifinal foi o Real Madrid, que faturaria o tetra consecutivo naquele ano. O que aponta pra isso, que os antigos algozes podem ter suas vinganças guardadas a muitos anos.
Já o Barcelona, de Messi e cia, aponta para uma reformulação geral para a próxima etapa, e talvez, assim se encerra um ciclo gigante,  fica fora de uma semifinal pela primeira vez desde a temporada 2006/2007. Desde então, havia conquistado dois títulos e sido eliminado quatro vezes na semi. Na próxima quarta a equipe tem decisão da Copa do Rei, contra o Real Madrid.


Falar da importância de Diego Simeone é redundância, o trabalho dele é algo a ser observado com mais cuidado, ele realiza um dos melhores momentos da história do Atlético, líder do campeonato espanhol e semifinalista da Europa, a baixo os números dessa temporada mágica:

Números de Simeone:

139 jogos - 91 vitórias - 26 empates e 21 derrotas -  Aproveitamento de 64,5%

Campeonato Espanhol:

1º Posição -  79 pts
32 jogos - 25 vitórias - 4 empates e 3 derrotas
70 gols marcados e 22 sofridos

Dos 70 gols marcados, 46 em casa e 24 fora - Das 25 vitórias, 14 em casa e 11 fora.
Diego Costa é o artilheiro com 25 gols, 4 resultantes de penaltis, jogou 30 x e só não iniciou uma partida.

UCL:

1º posição na fase - 
6 jogos - 5 vitórias e 1 empate
15 gols marcados e 3 sofridos

Nas 8º de Final -  Despachou o Milan com um placar agregado de 5 x 1 
Nas 4º de final - Despachou o Barça com um placar agregado de 2 x1

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

HÁ VIDA SEM INVESTIMENTO?


O tenebroso e poderoso inverno russo de 2011, além de trazer muita neve, trazia aos holofotes um time da pequena região rebelde, aos olhos dos russos, a república do Daguistão, que fica ao norte do problemático Cáucaso, que desde de o fim da outrora poderosa URSS, essas ex-repúblicas cobram seu direito de ser independente. Uma região de culturas diversas e heterogêneas e que hoje faz parte da federação russa, grande herdeira da antiga URSS. Guardada as devidas proporções, o Anzhi Makhachkala está pra essa região assim como Barcelona está para a Catalunha ou Athletic Bilbao para o País Basco. Um dos homens mais ricos do mundo segundo a revista Forbes, que é referencia em milionários pelo mundo, o bilionário russo, Suleiman Kerimov, resolveu investir alguns milhões de dólares nessa aventura no cáucaso.

Inicialmente o investimento previsto no clube eram os impressionantes 200 milhões de Euros (algo em torno de 520 milhões de reais) em estrutura para o clube, o sonho do russo era transforma o desconhecido Anzhi no "novo" Chelsea. Um estádio com os tais padrões da FIFA estavam nos projetos. Em três anos a frente desses investimentos, foram 69 milhões de dólares em gastos com nomes que passaram por Roberto Carlos a Eto´o. O russo nunca escondeu de ninguém que seu grande desejo era internacionalizar a marca do clube através da poderosa UCL. Algo que nunca ocorreu, sempre ficando com a UEL. Isso foi fazendo o mecenas russo, talvez, se dar conta de que um investimento alto estava lhe trazendo um grande prejuízo, já que nem perto do título, o clube do Daguistão passava perto.



No início dessa temporada Kerimov decidiu não mais investir mais tão pesado em nomes, mas sim em jogadores que podem se tornar o futuro do clube, principalmente em jovens da base russa. Exemplo disso foi o clube se desfazer de duas jóias que tinha no elenco, primeiro o vitorioso e consagrado atacante camaronês Samuel Eto´o e o jovem brasileiro William (custou ao clube russo 35 milhões de euros vindo do Shaktar) ambos para o Chelsea por um valor somado de 50 milhões de euros (83 milhões de reais). 

Essa recente política de diminuição de investimentos vem de encontro com o chamado Fair-Play financeiro adotado pela UEFA, que limita demais os investimentos desses mecenas bilionários. Muitos jogadores que chegaram já foram embora para os rivais dentro da Rússia, o mais beneficiado com tudo isso foi o Dynamo de Moscou, que trouxe 5 jogadores desse elenco; Zhirkov, Denisov, Kokorin, Samba, Gabulov e Ionov, podemos chamar isso de saldão. O futuro do clube vai passar pela evolução do futebol russo e dele próprio como clube que vai ter uma administração mais sustentável. Só o futuro dirá o que o grande representante da pequena república do Daguistão se tornará, assim como se essa ex-república vai se tornar a "nova" Ucrânia.

sábado, 7 de setembro de 2013

GERAÇÃO TALENTOSA = COPA DE 2014


Algum tempo atrás, escrevi nesse blog sobre a possibilidade de uma grande seleção europeia voltar aos holofotes da copa do mundo, a Hungria, (http://futebolreflexivo.blogspot.com.br/2013/03/a-volta.html), hoje se encontra a 2 pts de uma repescagem, mas parece que uma outra força tradicional da Europa parece estar ressurgindo baseado em uma geração que parece ser muito talentosa. Alguém em sã consciência teria a ousadia de apontar os belgas como candidatos ao troféu no Brasil? Essa geração que está levando a Bélgica a copa, faz os torcedores da terra do chocolate e das ótimas cervejas, acreditarem que podem fazer algo diferente. Mas qual foi o marco dessa mudança de mentalidade?

Após a participação ridícula da euro que sediou ao lado da Holanda em 2000, o futebol belga sentiu uma necessidade de evolução tática no futebol que já parecia defasado. Óbvio que essa modificação no estilo de jogo não começaria de cima. A exemplo do vizinho, a Bélgica passou a adotar o 4-3-3 em suas categorias inferiores, dando um padrão a todas as esferas do futebol profissional. Por ser um time que joga a muito tempo junto, muitos deles jogam desde de as categorias de base, a união parece ser o ingrediente a mais nessa geração talentosa e de cabeça boa. Todas essa grande campanha tem uma explicação. A nova geração de jogadores belga é muito boa, e a grande maioria joga nos grandes centros da Europa, sendo muitas vezes protagonistas. Do goleiro ao centroavante, o time belga tem jogadores importantes e com uma baixa média de idade. Em geral, as convocações tem média de 25,3 anos, mas com muita experiência.

A última vez que a Bélgica esteve na copa do mundo, foi no Japão/Coréia, em 2002, quando parou nas 8° de final diante do Brasil, num jogo até hoje bem polemico, por erros de arbitragem. Jogadores como Witsel, Lukaku, De Bruyne, Hazard, Benteke, Courtouis, Mignolet, Kompany, Vertoghen, Vermalean, Defour, Dembelé, Chadli,Jelle Vossen ou Mirallas são alguns dos nomes que estão a serviço da seleção e estão encarregados de fazer história no Brasil. Um detalhe é a questão das origens desses jogadores, alguns deles tem descendência de africanos, mas isso não significa separação no elenco, como acontecia com a Holanda a tempos atrás.

Depois de jogadores da geração do fim dos anos 80 e início dos anos 90 como: Gerets, Vercauteren, Wilmots (que é o técnico dessa seleção), Scifo ou Preud'homme, esta geração é a mais próxima de trazer de volta a Bélgica a maior competição de seleções do mundo. Na atual fase de grupos têm 8 jogos, 7 vitórias e 1 empate e 0 derrotas, tem o melhor aproveitamento dentre a seleções, 91,7%, desbancando as poderosas Alemanha e Espanha. A seleção Belga se encontra na liderança do grupo, com 5 pts a frente do segundo colocado, Croácia e quatorze a frente do terceiro, a Sérvia. Só uma grande tragédia não trará os belgas ao Brasil em 2014.

Dos 27 jogadores chamados por Wilmots, 10 jogam na Inglaterra. Dois no Chelsea, Dois nos Spurs, um no City United, Arsenal, Everton , Aston Villa e Liverpool. Enquanto a Inglaterra vai entrando em decadência cada vez mais, os belgas aproveitam a melhor liga do mundo pra levar a sua seleção a copa.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

OS ESPANHÓIS NA UCL 2013/14


O sorteio da fase de grupos da UCL foi bem difícil para três dos quatro espanhóis classificados para a maior competição de clubes do mundo. Real Madrid (9 títulos), Barcelona (4 títulos), Atlético de Madrid e Real Sociedad, com exceção dos cochoneros, os demais terão que que desbancar gigantes do futebol mundial para consolidar a vaga nas 8° de final; No caso da Real Sociedad, então, a situação ficou bem complicada para a equipe do país Basco.



Os gigantes Real Madrid e Barcelona terão duelos importantes e tradicionais contra os gigantes italianos, Juventus e Milan. Real terá novamente, depois de cinco anos um confronto tradicional na Europa, que inclusive já decidiu a competição em 1998 com vitória do Real Madrid por 1 x 0. Os dois clubes vivem em situação bem oposta. Enquanto a Juventus é soberana na Serie A a mais ou menos 3 anos e praticamente com o mesmo elenco, o Real sofreu uma mudança de técnicos e alguns jogadores chegaram para modificar o elenco. Esse confronto já ocorreu por 14 oportunidades, e o equilíbrio é algo que chama atenção, são 7 vitórias pra cada lado, ou seja, nunca empataram. Esses confrontos sempre foram realizados pela UCL, esses dois já jogaram por todas as fases do torneio. Destacadamente é teoricamente o confronto pela 1° posição do grupo, que ainda contam com Galatasaray e Copenhague, que dificilmente farão algo de diferente nesse grupo. É claro, sempre "em teoria". Na temporada passada, a Juve foi até as 4° de final, quando foi eliminada pelo futuro campeão da competição, Bayern. Já o clube da capital espanhola foi eliminado pelo vice campeão, Borussia Dortmund, nas semifinais. Real Madrid vai brigar pela décima conquista, Juventus vai pela terceira competição na Europa.



Já o Barça tem pela frente um velho e conhecido rival, a muitos anos Milan e Barcelona se enfrentam pela UCL, os números são impressionantes, parece que foram destinados a se enfrentar sempre. Nas duas ultimas temporadas foram seis encontros, contando as fases de grupo e as fases mais agudas da UCL. Em todas essas ocasiões, o time da Catalunha levou vantagem. Foram 17 encontros, 5 vitórias do Milan, 5 empates e 7 vitórias do Barça. Já fizeram uma final de UCL, foi em 94, quando o incrível e poderoso time dos holandês do Milan venceu por 4 x 0 o time de Romário e Stoichkov. Nos últimos anos, o Barcelona vem levando vantagem sobre esse rival, dos últimos oito confrontos, eliminou o time italiano em seis ocasiões. Os dois clubes estão em situação oposta, assim como o confronto acima sitado, Barcelona tem um técnico novo e Neymar louco pra demonstrar seu futebol em grandes jogos. O Milan longe dos holofotes europeus e da competição doméstica é uma incógnita, por se tratar de uma camisa pesada, tudo é possível. E a sensação que fica é que apenas a camisa pode fazer algo pelo Milan, porque tecnicamente é incapaz de fazer algum estrago. O grupo ainda conta com dois outros campeões europeus, o grande Ajax (4 títulos) e o não menos grande Celtic (1 título). A tendencia que tenhamos um grupo bem disputado. Milan não tem assegurada a segunda posição, já que na teoria o Barça é o favorito destacado. Nesse grupo são 16 títulos europeus num grupo só.




Dos espanhóis, o Atlético de Madrid parece ser o clube que terá a vida mais tranquila, já que seu grupo não representa grande problemas, desde de que as as coisas corram do jeito que devem ser. Depois de dois anos de ausência, quando nesse tempo conseguiu dois títulos da UEL, o clube espanhol parece o mais forte em anos. Sob o comando do técnico argentino Simeone o clube da capital tem a possibilidade de fazer um bom papel. Óbvio, que diferente dos dois gigantes, o Atlético não é favorito ao título. Mas pode se inspirar no Borussia Dortmund, atual vice campeão, também não era e chegou a final jogando o fino do futebol. O grande adversário é o tradicional clube português, o Porto, que já venceu a competição por duas ocasiões.
Trata-se de dois dos três últimos campeões da UEL com Falcão Garcia como protagonistas. Já houveram 6 jogos em toda a história, 2 vitórias do Porto, 3 empates e 1 vitória do Atlético. A última vez que jogaram foi pela fase de grupos, o total do confronto foi um 5 x 0 do Porto ( 2 x 0 em Portugal e 3 x 0 na Espanha). Em teoria seria muito difícil de acontecer algo semelhante pelo evidente equilíbrio que há no momento. Zenit e Áustria Viena são os outros dois adversários. Zenit é o time que talvez possa atrapalhar o favoritismo dos ibéricos.

E por fim, Real Sociedad, que volta a competição depois de 9 anos, tem os confrontos mais difíceis da fase de grupo. O clube basco vai ter que lutar contra uma potência europeia e um clube da forte bundesliga. Manchester United (3 títulos) e Bayer Leverkusen (1 vice). Sendo realista, o clube de San Sebastian tem que lutar pela vaga na Liga Europa, que o 3° colocado consegue ao final da fase de grupos. Além desses dois, o Shaktar é outro adversário bem complicado, pois o clube ucraniano é sempre uma carne de pescoço, principalmente jogando em seus domínios, fora que tecnicamente é muito interessante. A Real Sociedad mostrou muita força ao eliminar o Lyon. Só que os três adversários da fase de grupos são bem superior tecnicamente. Acho que a única chande da Real é fazer o estádio Anoeta de uma fortaleza. O Manchester United a duas temporadas não se saiu bem jogando no País Basco, quando foi eliminado nas 4° de final pelo Athletic Bilbao pela UEL. Tanto Manchester United e Real Sociedad tiveram mudanças de técnicos. Bayer tem o mesmo técnico desde de 2012. Diferente dos grupos acima, a Real Sociedad não fará o principal jogo do grupo. O clube espanhol terá que rezar muito para San Sebastian.O confronto maior desse grupo é United x Bayer, que já jogaram 4 vezes pela competição, foram 2 empates e 2 vitórias do United. O grande confronto foi na semifinais da UCL de 2002, quando o clube alemão passou para a final com dois empates. Será a 1° UCL, depois de 25 anos sem a presença de Ferguson no banco inglês.

GRUPO A:
Manchester United
Bayer Leverkusen
Shaktar Donetisk
REAL SOCIEDAD

GRUPO B:
REAL MADRID
Juventus
Galatasaray
Copenhaguen

GRUPO G:
Porto
ATLÉTICO MADRID
Zenit
Austria Viena

GRUPO H:
BARCELONA
Milan
Ajax
Celtic

terça-feira, 13 de agosto de 2013

A CHANCE


Dois confrontos chamam a atenção na fase pré-eliminatória da UCL, PSV X Milan e Lyon x Real Sociedad, jogos que caberiam muito bem na fase de grupo do torneio o até mesmo em fases mais avançadas.

As partidas de ida do playoff vão acontecer nos próximos dias 20 e 21 de agosto, enquanto os jogos de volta ocorrerão uma semana depois. Os dez vencedores desses confrontos irão integrar a fase de grupos da Liga dos Campeões ao lado de outros 22 times já classificados. O sorteio dos oito grupos da competição ocorrerá em 29 de agosto, em Mônaco. 


PSV x MILAN 

Detentor de sete títulos da UCL, uma das principais potências do futebol mundial, o Milan que nos últimos nãos já não vem sendo um adversário tão terrível assim na competição europeia, visto que nas últimas temporadas não consegue alcançar as fases mais agudas da competição. Desde que ganhou em 2007, não conseguiu mais chegar perto de uma nova conquista, muito se deve ao enfraquecimento dos investimentos no clube. Terceiro colocado do campeonato de seu país na última temporada, campanha bem abaixo do que o clube sempre espera campanha terminou com seis pts atrás do Napoli (vice-campeão) e 15 atrás da Juventus (Campeã), terminou com 72 pts, o time rubro-negro disputará a primeira partida fora de casa, na Holanda, o que pode até ser benéfico para o clube milanês. O clube não fez nenhuma grande contratação, e não conta com um elenco muito forte. Não seria surpresa uma eliminação. 




O PSV, clube muito conhecido aqui no Brasil por ter sido a casa de dois dos maiores atacantes do futebol brasileiro e mundial, Romário e Ronaldo, clube que já tem um título europeu em sua galeria de troféus, o da UCL de 88, clube tem uma característica nessa temporada de estar usando muitos jogadores da base. Já que o futebol holandês continua muito exportador e os clubes precisam revelar, revelar e revelar. Foi vice-campeão da Eredivise com a incrível marca de 103 gols marcados, por tanto o ataque mais positivo e o time que menos empatou três no total, teve o mesmo numero de vitórias do tricampeão Ajax.

O tradicional 4-3-3 holandês de Dick Advocaat será confrontado pelo 4-3-3 de Allegri, que tem a pretensão de fazer um time mais ofensivo, visto a necessidade de resultados, até porque o técnico italiano não goza de um prestígio tão grande com a torcida e a diretoria.

Esses dois times já se enfrentaram seis vezes por essa competição, 3 vitórias do Milan, 1 empate e 2 vitórias do PSV. Sendo que o clube holandês nunca venceu em Milão, já o Milan venceu uma vez em Eindhoven, foi em 92/93, 2 x 1. O equilíbrio é a marca desse confronto.

LYON x REAL SOCIEDAD

Outro confronto que chama a atenção é jogo entre os Franceses do Lyon diante da grata surpresa que vem do país basco, não pela história do clube, que é bem rica, mas pela campanha feita na temporada passada. A vaga consolida a melhor temporada da Real Sociedad desde 2003-2004, naquela ocasião entrou direto na fase de grupos, quando o time comandado por Raynald Denoueix (francês) e com Nihat e Kovacevic formando a dupla de ataque terminou a Liga com o vice-campeonato, grande consciência é que o comandante da campanha que o levou de volta também era o francês Monatnier, terminou em 4° lugar, desbancando o Valencia. Além disso, dá continuidade ao bom momento do futebol basco nos últimos anos. Em 2011-2012, a temporada do Athletic Bilbao de Bielsa chamou a atenção da Europa para aquela região da Espanha, finalista da Copa do Rei e da Liga Europa. O País Basco que tem como características formar bons jogadores e agora começa a ver seus principais representantes em competições europeias. A questão da Real Sociedad é: Como conseguir uma classificação importante com um técnico inexperiente? O elenco basicamente não se modificou. 




Já o Lyon, bicho papão da Ligue 1, ganhando 7 títulos seguidos (2001 á 2008), e o grande representante da França nas últimas edições da UCL, chegando a semi final em 2009/2010, quando foi eliminado pelo Bayern, vai tentando se adaptar aos novos tempos do campeonato francês, principalmente pela poderosa concorrência do milionário PSG, que torna desleal a competição pela quantidade de investimentos que os parisienses fazem a cada temporada. E ainda mais chegou outro grande “novo rico” na França, o Mônaco, provavelmente a competição pelas três vagas de acesso a UCL na França se torna mais disputada. O Lyon já sentiu isso na temporada retrasada, quando não conseguiu nem a vaga aos playoffs, tendo que se contentar com a UEL. A manutenção da base do elenco que ficou em 3° lugar pode ser uma das armas nesse confronto e o time já estar disputando as primeiras rodadas da nova temporada também, ritmo de competição pode ser um fator importante.

Esses dois times já se enfrentaram na UCL, foi na temporada 2003/04, 2 vitórias do Lyon. O retrospecto dos espanhóis não é favorável.

*Lembrando que o perdedor desses confrontos tem vaga assegurada na fase de grupo da UEL.

sábado, 20 de julho de 2013

VOLTA AS ORIGENS

Uma das escolas mais tradicionais do futebol europeu e mundial precisa se adaptar aos novos tempos. Um enorme celeiro produtor de grandes jogadores como: Johan Cruyff, Dennis Bergkamp, Johan Neeskens, Rob Rensenbrink, Ruud Krool, Frank De Boer, Edgar Davids e etc. O futebol holandês já não é mais capaz de ter os seus grande times disputando o título da UCL, mesmo o poderoso Ajax, 4 vezes campeão dessa competição, hoje não passa de um coadjuvante de luxo. O futebol holandês hoje é apenas um grande exportador de jogadores. Apesar do vice-campeonato mundial da seleção holandesa em 2010, o futebol holandês vive uma grave crise. Enquanto o governo do país pressiona os clubes a saldarem sua dívidas, as equipes perdem seus jogadores de destaque para ligas mais ricas.



Com o crescimento financeiro e de visibilidade, em muitas vezes irresponsáveis dos times na Espanha, na Inglaterra, as ligas desses países conseguem negociar valores muito alto de direitos de TV, tornando os clubes muito ricos e visíveis ao mundo. Enquanto isso, na Holanda, algo que acontece em parte na Alemanha os times são obrigados a gerenciar um orçamento limitado e a lidar com a perda de competitividade no cenário internacional.

Com a rigidez do governo da Holanda em relação às dívidas dos clubes de futebol, o Feyenoord, que tem uma dívida em torno de € 34 Milhões de Euros ( 100 milhões de reais), que se compararmos com grandes clubes do mundo como por exemplo os 700 milhões de euros (quase 2 bilhões de reais) que deve o Manchester United. O clube está sob fiscalização governamental da Federação Holandesa e, nos últimos anos, se viu obrigado a vender seus melhores jogadores para saldar as dívidas.

O resultado dessa fase é o péssimo desempenho dos tradicionais Feyenoord, Ajax e PSV Eindhoven na UCL e na UEL. A última vez que um clube holandês conquistou a Europa, foi em 95, com o Ajax, e há quatro anos nenhum time do país não avança às fases de mata-mata da competição. O Ajax, que foi campeão europeu em quatro ocasiões, voltou a UCL, a 3 anos atrás, depois de quatro anos de ausência.

Clube tradicional da cidade de Roterdã, o Feyenoord foi a primeira equipe da Holanda a conquistar a Copa da Europa, atual Liga dos Campeões da Uefa, em 1970, abrindo caminho para a ascensão do futebol holandês naquela década. Só que essa época de glórias ficou para o passado, a confirmação disso foi na temporada de 2010, quando o Feyenoord sofreu sua maior humilhação em mais de 100 anos de história, uma goleada de 10 x 0 para o PSV.

Após esse desastre, o clube da cidade de Roterdã precisou repensar todo o seu futebol, principalmente as categorias de base, motor do clube, para não entrar em processo de falência. Uma reformulação geral na tradicional academia de futebol do Feyenoord foi feita.



A academia de futebol do Feyenoord foi fundada oficialmente no verão de 2010, quando as academias do Feyenoord e Excelsior se juntaram. O aumento das taxas de transferência e o alto valor dos jovens jogadores têm sinalizado uma maior necessidade de Feyenoord e Excelsior apoiar ainda mais as categorias de base. Apesar de ser uma academia de ajuda mútua, o objetivo da Academia do Feyenoord continua em transformar jovens talentos em jogadores profissionais de futebol para a equipe principal.

A academia é composta por equipes de faixa etária variadas que vão de sub 8 é até o sub 19. Os jogadores mais jovens são observado em clubes amadores nas imediações de Rotterdam. A equipe Sub 12, os jogadores só têm sessões de treino durante a noite e são em grande parte tem apoio de treinadores o tempo todo. Quando os jogadores estão entrando no ensino médio eles começam a treinar de durante o dia. A parceria com o programa escolar holandês, permite que os jogadores que estão no programa de treinamento em tempo integral faz com que a escola se adapte a sua tabela de jogos e treinamentos, não deixando esse jovem largar os estudos.

Em maio de 2010, Feyenoord Academy venceu o prêmio Rinus Michels de melhor academia formadora de jovens na Holanda. As categorias de base também ganharam o prêmio por sua inovação dentro da academia, o sucesso das suas equipas nas ligas nacionais juniores e da grande quantidade de jogadores nas seleções de base da Holanda.

As consequências disso é que do elenco da última temporada, apenas 8 dos 23 jogadores do elenco profissional não são formados no clube.





















sábado, 6 de abril de 2013

QUASE FALIU ONTEM, HOJE É BICAMPEÃO!!!

Quem vê o Borussia Dortmund de hoje não imagina as sérias dificuldades financeiras que esse clube passou no meio dos anos 2000, situação tão grave que temia-se pelo fechamento do clube.
 
Na época o principal patrocinador do Borussia Dortmund era uma grande companhia de eletricidade, senão a luz do clube, provavelmente, teria sido apagada para sempre. Em comunicado obrigatório enviado à Bolsa de Valores, o clube informaria a seus acionistas o risco de falir era enorme e logo foi apresentado um plano para a tentativa de sanear as finanças. "Se todos os credores concordarem com o plano, a empresa Borrusia Dortmund ainda é saneável e tem futuro", declarou o diretor-executivo do clube, Michael Meier.

A crise financeira do Dortmund caiu como uma bomba na Bolsa de Frankfurt. As ações do Borussia, lançadas em 2000 por 11 euros, caíram para 1,90 euro. Maier havia declarado que, se não fosse encontrado um investidor para recomprar o estádio, em junho de 2005, o Dortmund não estaria mais em condições de honrar seus compromissos financeiros e custear os financiamentos necessários.


 
 Dirigentes do Dortmund, Hans-Joachim Watzke (e) e Michael Meier anunciaram o tamanho do buraco que o Dortmund estava.
Só para o primeiro semestre da temporada de 2004/2005, a entidade teve um prejuízo operacional de 27,2 milhões de euros. Sem medidas de saneamento, o saldo negativo aumentaria para 68,8 milhões de euros até 30 de junho de 2005, significando uma queima de 79% do capital investido pelos acionistas.
"O prejuízo de 27,2 milhões de euros é muito decepcionante. E não se vêem progressos em termos de saneamento", disse Carsten Heise, diretor da Associação Alemã de Proteção à Posse de Ações, a época.
 "Quem ainda vai investir no Borussia Dortmund?", questionou.

Plano de salvação

A direção do Borussia desenvolveu um plano para tentativa de salvação do clube.
  1. O clube recompraria parcialmente seu estádio (que pertence ao fundo Mosiris, subsidiária do Commerzbank) para economizar o aluguel de 17 milhões de euros por ano
  2. Redução das cotas de leasing pagas à seguradora Gerling, de Colônia.
  3. Moratória para as dívidas até o exercício financeiro 2006/2007.
Segundo Meier, tinha que convencer "só três credores" da viabilidade do plano. "Tudo depende deles", disse, sem citar nomes. O principal acionista da época, Florian Homm, não descartava injetar mais dinheiro no clube, "mas só sob condições muito rígidas".  

Analistas na Bolsa de Frankfurt acusaram o Borussia de haver queimado capital na fogueira das "obscuras transações financeiras". "As ações do Dortmund deveriam ser retiradas da bolsa", disse Fidel Helmer, da corretora Hauck & Aufhäuser. O Banco do Estado da Renânia do Norte-Vestfália (WestLB) e a investidora britânica Schlechter, que por exemplo já investiu no Schalke, rejeitaram propostas para ajudar o agora bicampeão alemão.

Com o lançamento pioneiro das ações de um time de futebol na Bolsa de Frankfurt, em outubro de 2000, o Borussia captou 130 milhões de euros no mercado financeiro. Naquele período, o clube acumulava dívidas avaliadas em 120 milhões de euros. Os sinais de decadência começaram a ficar evidentes quando o clube teve um prejuízo de 73,3 milhões de euros.

O período mais pesado da crise no clube já havia derrubado Gerd Niebaum do posto de diretor da sociedade comanditária por ações. Ele também renunciaria à presidência do clube, que comandara durante muitos anos. A falência significaria o fim também de várias empresas ligadas ao Dortmund, como a goool.de Sportwear (artigos esportivos), a agência de viagens B.E.S.T e o centro de reabilitação Orthomed.

 

Fundado em 1909, o Dortmund é um dos times de maior tradição no futebol alemão e europeu. Tem 24 mil associados, 400 funcionários e conta com uma média de 71.806 torcedores por jogo. Foi campeão da Alemanha em 1956, 1957, 1963, 1995, 1996, 2002, 2011 e 2012; conquistou a Liga dos Campeões e a Copa dos Campeões em 1997, e foi finalista da Copa da Uefa em 1993 e 2002.
Os números alarmantes apresentados naquela época quase apagaram o brilho da cor mais alegre do time, que usa uniforme em amarelo e preto. Por mais preta que estivesse a situação, o governo da Renânia do Norte-Vestfália negou ajuda ao clube, o que deixava a torcida mais apreensiva, mas ao mesmo tempo agradou aos contribuintes: "Não devemos usar dinheiro público para pagar o salário de jogadores milionários", disse, sem piedade, o secretário de Esportes, Michael Vesper.

Hoje parece que o clube vive outros ares, administração em dia, notáveis jogadores em campo.

sexta-feira, 29 de março de 2013

A VOLTA?


Umas das grandes seleções de futebol do mundo parece estar voltando ao seus bons momentos, a Hungria, apontado por muitos como a grande seleção das copas, ao lado do Brasil de 70 e 82, Holanda de 74, Uruguai de 30, aquela Hungria da copa de 1954, na Suíça, permeia muito ainda a cabeça dos contemporâneos aquela equipe liderada por Kocsis, Czibor, Hidegkuti, e talvez um dos maiores jogadores da história do futebol, o incrível, Ferenc Puskas.

Aquela mágica seleção de 54 venceu as olimpíadas de 1952 em Helsink, e partiu para a copa, dois anos depois, com uma série invicta e incrível, que só viria a perder na histórica "batalha de Berna", título da final da copa de 54, quando a Hungria perdeu a copa para a então Alemanha Ocidental, adversário esse que havia sido massacrado na fase anterior um impiedoso 8 x 3. E carrega a marca de ter infringido a primeira derrota da seleção inglesa.



Depois dessa geração brilhante, a Hungria nunca mais seria capaz de montar uma grande seleção, começariam anos difíceis, não só para a seleção mas para o país em si, quando a Hungria foi anexada a "cortina de ferro", nome dado a área de influencia da antiga URSS. Seus principais jogadores foram exilados por não concordarem com o regime Stalinista. Puskas imigrou para a Espanha, e no Real se tornou um dos maiores jogadores da equipe.

Após esse período dourado do futebol, a Hungria começou a viver de brilharecos sem grande valor, viria a conquistar as medalhas de prata e bronze em 72 e 60, respectivamente. Participou duas vezes apenas de edições de Eurocopa, em 64(3°) e 72(4°). Disputou 7 copas do mundo, os vice campeonatos de 38 e 54 são os melhores resultados. Enfim, trata-se de um país muito tradicional no esporte.

Os anos 70 e início dos 80 foram os anos mais difíceis, a URSS, já não vinha bem economicamente, o que tinha uma grande influencia nessas economias que eram satélite do gigante vermelho, o futebol e tudo que envolvia foi se tornando algo supérfluo, enquanto tinha-se uma enorme massa de desempregados, o governo não podia investir no futebol. Por isso a Hungria passou por momentos bem escuros nesse período e por todos os anos 90 e 2000, quando se quer disputava algo.



De uns anos para cá, o futebol húngaro tem sofrido uma grande transformação de mentalidade, o seu campeonato interno tem se fortalecido coma chegada de investimentos da iniciativa privada, algo impensável nos anos da "cortina de ferro", tem atraído bons públicos, o trabalho de base começou a ser feito com grande intensidade e a priorização por um estilo de jogo fazem com que essa atual geração húngara traga de volta o sentimento de que podem voltar a jogar uma copa do mundo, desde de 1986, no México, que não disputam.

Principais Times:

Ferencváros  (28 títulos)

Budapest Honvéd (13 títulos)

MTK (23 títulos)

Vasas (6 títulos)

Újpest (20 títulos)

Debreceni VSC (5 títulos)

Dos 23 jogadores do elenco selecionável, a grande maioria joga na liga húngara, abaixo uma lista desses jogadores, outros jogam em diversas ligas pelo planeta. Gera (WBA) e Hajnal (Stuttgart) são os destaques dessa seleção que tem média de 25 anos, há uma renovação muito importante acontecendo dentro do país. Isso tudo se reflete no desempenho da seleção nas eliminatórias para a copa de 2014.

Zoltán Lipták (28) Győri ETO, Tamás Kádár (23) Diósgyőri VTK, Norbert Mészáros (32) Debreceni VSC, Richárd Guzmics (25) Szombathelyi Haladás, Péter Halmosi (33) Szombathelyi Haladás, Ákos Elek (24) Diósgyőri, Ádám Gyurcsó (22) Videoton, Péter Szakály (26) Debreceni VSC, Máté Pátkai (25) Győri ETO, István Kovács (21) Videoton FC, Gergely Rudolf (28) Diósgyőri VTK e Dániel Böde (26) Ferencvárosi

Números da Hungria:

6 Jogos, 3 vitórias, 2 empates e 1 derrota.
 
A líder do Grupo D, Holanda é imbatível. Mas ao lado da laranja mecânica é o time que mais venceu, menos perdeu e é o segundo melhor ataque do grupo, 13 gols.

Próximo jogo será diante da Romênia fora de casa, confronto direto pela vaga na repescagem europeia.

Grupo D

EquipasJ  V  E  D  GM  GS  DG  Pts
1Holanda Holanda6  6  0  0  20  2  18  18
2Hungria Hungria6  3  2  1  13  8  5  11
3Roménia Roménia6  3  1  2  10  10  0  10
4Turquia Turquia6  2  1  3  7  7  0  7
5Estónia Estónia6  2  0  4  3  9  -6  6
6Andorra Andorra6  0  0  6  0  17  -17  0